O Golpe Exprime a Luta da Governamentalidade Legalista Contra a Governabilidade Corrupta: Jean Wyllys explica a ilegalidade do impeachment.
15.4.16
8.12.10
Operação Vingar Assange: Operação dar o troco!
A primeira infoguerra séria começou agora.
O campo de batalhas é o WikiLeaks.
E vocês são os soldados.
- John Perry Barlow
Julian Assange diviniza tudo que nós consideramos importante. Ele despreza e luta constantemente contra a censura, é possivelmente o troll internacional mais bem sucedido de todos os tempos, e não tem medo de porra nenhuma (nem mesmo do governo dos EUA).
Agora, Julian é o foco principal de uma caçada humana global, tanto no campo físico quanto no virtual. Governos ao redor do mundo estão disputando o prêmio por seu sangue, políticos estão em pé de guerra pelo seu ultimo vazamento, e mesmo seu próprio país o abandonou aos lobos. Online, o WikiLeaks é o foco de massivos ataques DDoS, legislações e extrema prostituição aos incumbentes corruptos que silenciarem este homem.
Portanto, [o grupo] Anonymous (Anônimos) tem a chance de lutar por Julian. Nós temos a chance de lutar contra o futuro opressivo que aparece a nossa frente. Nós temos a chance de lutar na primeira infoguerra jamais disputada.
1. Paypal é o inimigo. Serão planejados [ataques] DDoS, mas no meio tempo, boicotem tudo. Encoragem amigos e família a fazerem o mesmo.
2. Espalhem os documentos já vazados o máximo que puderem. Salvem-os em HD's, os distribua em CD's, espelhe-os em sites e compartilhe-os em torrents. O objetivo final é um DNS humano - algo que só pode ser parado com o desligamento de toda a internet.
3. Vote em Julian na escolha do Homem do Ano da Revista Time. Enquanto isto não ajuda sua causa, irá dar a ele uma necessária exposição pública. (http://tinyurl.com/2wb7ju8)
4. Fale! Twitter, Myspace, Facebook e outras redes sociais são hubs de distribuição de informação. Tenha certeza de que todos que você conhece saibam do que está acontecendo. Se você conseguir convencer todo dia pelo menos uma pessoa a dizer a outra pessoa, o espalhamento da informação será exponencial.
5. Se você estiver disposto, imprima documentos que sejam relevantes em sua área e os distribua. Coloque-os em paradas de ônibus, estações de trem, postes. Seja criativo e atraia a atenção das pessoas. Usar graffiti para espalhar o site do WikiLeaks também é uma grande idéia.
6. Reclame com seu parlamentar, prefeito ou qualquer outro político que você possa contatar. Peça a ele que comente sobre os vazamentos. Grave cada palavra do que ele disser.
7. Proteste! Organize marchas comunitárias, envie petições, seja ativo. Isto não pode acontecer sem números.
Proteste.
Informe.
Questione.
Lute.
O futuro da internet está por um fio
Nós somos Anônimos.
Nós não perdoamos; nós não esquecemos.
Nos Aguarde.
Copiado do e Traduzido por Tsavkko
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Marcadores: /b/tards, anonym, Assenge, hackers, infowar, operation payback, wikileaks
12.6.09
PM incita conflito na USP para seqüestrar liderança da greve
Por essas e outras os brucutus do tucanato se escondem por trás do Azeredo e seu AI 5 digital. Eles querem o monopólio do barulho, a liberdade para comprar a peso de ouro os serviços de guerra da informação (infowar) da grande mídia, calando o chilrear da passarada que canta livremente na blogosfera.
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Marcadores: AI5_digital, cibercultura, educação, infowar, netwar, web 2.0
22.5.07
A obssessão pelo fake
A Internet e seu anonimato constitutivo e funcional criou essa obssessão pelo "perfil fake". Como se a verdade fosse a identidade individual única, inventada pelo poder disciplinar no início do século XIX. Ninguém tem sequer a pachorra de se perguntar para o que servia a identidade individual ou para o que serve a identidade dos perfis.
No seu afã de Globo über alles, os profissionais das mídias proprietárias de massas insistem em apontar a incerteza e a insegurança dos dados na rede com base na ausência de identidade individual confiável. Mesmo diante da cada vez mais violenta reação dos velhos meios de massa diante da hidra concorrente - um seguro sinal de que trata-se de uma guerra por audiência -, os viciados em comunicação de massa reagem repetindo sem cessar seu bordão idiota: lá é tudo fake - em um atentado à mais ordinária matemática. Desse modo não param de se perguntar quantos dos 70% da população do Orkut que são brasileiros são verdadeiros. Umas verdadeiras bestas estas gentinhas das mídias proprietárias de massas.
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10.4.07
Morte, Drogas e Microsoft
Vc sabia que a Microsoft morreu? Não? Então corre pra ler o arrazoado de Paul Graham a respeito! É bem verdade que o Dan Dodge diante da novidade esta perguntando em que caverna Graham esta morando ou que drogas ele anda tomando. Os pontos da argumentação de Graham não podiam ser + bombásticos: Google é o terror; Ajax é o ó do borogodó da programação; a banda larga acabou com o desktop PC e Apple über alles é o q se vê por aí. Eu tava achando Dodge exagerado, mas depois deste arrazoado acho ele tímido. É bem verdade que o cartoon do Hugh foi cruel. Mas a pergunta de Dodge foi ainda mais cruel: desde quando ganhar 4 bi por ano = estar morto? Uaaaaaauuuuu, até eu queria estar morto, ganhando essa grana. De qualquer maneira Rick Segal pondera no Post Money Value pro exagero da afirmação e lembra que a M$ esta diversificando seu mercado com XBox. Dave Winer nos lembra no Scripting News que já ha um bocado de tempo a M$ vem se tornando + e + irrelevante: Afinal, eles tentaram enterrar a Web pra proteger o Office. O problema é que a Web desviou deles. Bryan Alexander termina por nos lembrar no Infocult que esta foi apenas uma das maneiras de escrever muuuuuito mal sobre cibercultura, falando empolgadamente da morte dos que estão passando muito bem. Vou ficando por aqui porque ta de bom tamanho. :-)
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9.4.07
A Garotada Pertuba a Mídia no Orkut
Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o Orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.
1) O que leva adolescentes a revelarem detalhes algumas vezes vexatórios - como excessos com bebida, drogas e sexo - no Orkut?
Acho que a sensação de que aquilo vai ficar restrito ao circulo dos amigos, ou porque, sendo altamente oscilantes em sua afetividade e em sua química geral, de repente acham o máximo exibir algo sem ter uma noção muito clara das conseqüências. Acho também que os adolescentes atuais mudaram um bocado com relação aos adolescentes antigos e a história de cada um não é muito importante, a impressão que dá é a de que o perfil pode ser apagado e daqui a pouco ninguém mais vai se lembrar.
2) Como avalia essa prática de exposição na rede social? Como o revelar desses detalhes ajuda especialmente adolescentes a construir sua identidade?
Acho que estas exibições funcionam mais como experiências na esfera da audiência e teste na opinião de um público. Você sempre pode alterar seu perfil, ou criar outro perfil ou eliminar um perfil mal sucedido. Por outro lado, a rede social como o blog funciona como falar dos problemas com o motorista de taxi. A maioria não espera que ninguém além de um pequeno circulo de amigos vai dar atenção ao que esta sendo mostrado. O problema é a mídia focar aquilo e dar uma grande publicidade. Blog e rede social é um tipo diferente de conhecimento e informação. É o que o filósofo Espinosa chamava de conhecimento do terceiro gênero; um conhecimento intuitivo e afetivo onde você fala de seu mundo próprio e de sua afetividade. Esse tipo de conhecimento se transforma completamente quando transferido para a mídia de massa onde ele vai ganhar a face do preconceito e do julgamento moral.
3) Qual novidade o Orkut acrescentou ao processo? Como essa afirmação mudou antes e depois do Orkut?
Quando você conversava com uma turminha na adolescência em uma esquina qualquer a maior parte destas confidências podiam ficar resguardadas na memória destes amigos e mais tarde na certeza de seu esquecimento. O orkut possibilita a transformação deste material em notícia, levando os 15 minutos de fama para a vida deste adolescente. Por outro lado mostra pela diversidade de perfis e de grupos que cada um desenvolve esse desprezo pela história pessoal e pela identidade única. Os perfis valem pelo show que dão e são facilmente elimináveis pelo esquecimento.
4) Quais os benefícios que a rede social Orkut trouxe para essa construção de identidade, para a narrativa sobre si mesmo?
Acho que ela permite variar e diversificar os grupos, garantindo um relativo anonimato nessa imensa variedade de perfis e grupos. Esse si mesmo se narra diferentemente na vizinhança dos diferentes grupos em que o pertencimento é buscado e nas ações que os perfis desenvolvem. Uma das coisas que chamam a atenção é o gosto pelo apagamento dos perfis. O perfil se orkuticida e depois de algum tempo volta construindo novos grupos e novos nexos. Este si mesmo parece se narrar em função de coletivos que freqüenta e eventos que promove ou participa.
5) E quais os problemas?
Vários. Tem, por exemplo, o caso do jovem Brandon. Ele tinha um perfil chamado Ripper que freqüentava uma sala de chat com outros perfis jovens e ficavam competindo sobre drogas farmacêuticas ou não que consumiam. Um dia o Ripper resolveu barbarizar e ligou um canal de webcam onde nu e com a mesa abarrotada de drogas de todo tipo resolveu se exibir para o coletivo. Detonou todas e lá pras tantas mandou: Eu disse que eu sou barra pesada! Minutos depois ele morria. Se um jovem deste fosse das antigas, a zorra dele e dos amigos no quarto teria impedido isto de ir tão longe; e mesmo que fosse os amigos iam poder chamar uma ambulância. Mas a farra no coletivo virtual deixou todo mundo de mãos atadas sem saber o que fazer. Ninguém sabia de verdade quem era Ripper, qual seu telefone ou endereço. Por outro lado hoje ninguém fica marcado por coisas que faz. Não há mais o exame que constrói um histórico para dizer quem você é em função dos resultados. Há maior plasticidade pois o registro se preocupa em recolher os padrões das decisões e ações para adivinhar como um perfil vai agir numa situação dada qualquer.
6) Há diferenças entre o que é revelado e onde é revelado? Como se concilia a pressão e o desejo por ser descolado e passar essa imagem a uma rede de possíveis (futuros) conhecidos com a cobrança dos amigos pela discrição ou pela sinceridade no preenchimento do formulário do Orkut?
Não acho que seja tão dramático. Adolescente sempre mentiu muito, fantasiou muito e os grupos adolescentes lidam bem com isso. Mesmo a exposição na mídia de massa pode ser algo relativamente indolor. Pode tanto ser o trampolim para uma carreira artística quanto uma experiência que acrescenta algo que o perfil pode usar. O fato é que a sinceridade parece ser de ocasião; seja porque o adolescente esta num grupo puramente virtual protegido por um anonimato - como a turma que ia para os postos de gasolina, entravam em carros desconhecidos e iam para festas ficar com um monte de gente; coisa que não faziam no circulo das amizades escolares ou familiares -; seja porque o grupo pequeno e restrito de uma comunidade qualquer não pareça ser um lugar onde o que se diz vá despertar atenção geral. Como eu disse, são milhões de perfis e milhões de pequenos grupos.
7) Quanto desses relatos são verdadeiros? Pais e autoridades devem se preocupar com confissões feitas no Orkut ou a maior parte é apenas falácia?
Quem ainda se lembra da própria adolescência sabe a quantidade de estória que se inventa pelos motivos mais estranhos e irracionais. Fazer grandes alaridos disto só se explica por sensacionalismo. Teve um momento em que as autoridades pareciam mais interessadas em pendurar uma melancia no pescoço do que em tratar com seriedade os crimes de sua alçada. Culpavam a comunidade que tinha a afirmação de dirigirem bêbados por um desastre provocado por um jovem motorista bêbado. O que se escreve em blog ou em interface de rede social está muito mais próximo da literatura, e se eu crio uma comunidade intitulada "eu atropelo velhinhas" só um débil mental julgaria que o grupo é de assassinos de senhoras idosas. Não é uma escrita noticiosa, mas algo um tanto literário e fantasioso que procura dar contas dos diferentes afetos que atravessam os jovens.
8) O Orkut é muitas vezes acusado de não colaborar com a Justiça e de permitir a veiculação de informações que promovem e incentivam a pornografia, o crime e o abuso de drogas. Acredita que a tecnologia deveria ser adaptada - e de que forma - para conter a superexposição - exigindo por exemplo uma confirmação de que se é maior de 18 anos para entrar em determinadas comunidades ou criando "flags" para os conteúdos?
Eu fico me perguntando o quanto essa opinião pode ser levada a sério. Ou melhor, a`mídia de massa espernearia se tentassem lhe imputar essa imagem, embora sua programação seja muito mais promotora de crime, drogas e pornografia; mas como o Orkut esta roubando o público das TVs, esses mesmos canais ficam cinicamente tentando eliminar a concorrência excitando os oficiais de justiça e os formadores de opinião. E porque não bloquear a entrada da imagem nos canais de TV e só permiti-la depois que aquele que esta assistindo preencher um longo formulário em três vias?
9) Recentemente uma brasileira chamada Ana Ferreira vendeu uma foto em que aparecia sendo abraçada de modo nem tão inocente pelo príncipe William. No Orkut, a estudante chegou a mencionar as vantagens obtidas com a venda da foto. Depois, arrependida, retirou o perfil do ar. Esse tipo de conduta é comum? O que revela sobre os usos da tecnologia das redes sociais?
Ela conversava com a turma dela. Quando a mídia de massa lançou sua luz sobre isso ela ficou exposta e o que ela mostrava e dizia passou a ser julgado preconceituosamente. Ela apagou o perfil. Daqui a pouco pode voltar com outro e todo mundo já esqueceu o episódio. Fico me perguntando que garota não contaria para as amigas que um príncipe pusera a mão em seus seios. Tem gente que "mataria" para ter um assunto destes para contar para as amigas. Com foto melhor ainda. É a prova de que foi verdade. Material manipulado por príncipe ganha um alto valor no mercado do status e da inveja.
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Antoun
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18.1.07
Guerra do Iraque foi vendida por 100 milhas
Vc sabia q tinha um cara contratado pra vender a Guerra do Iraque pro governo dos EUA? Não??? Então dá uma lida no Homem que Vendeu a Guerra. O nome dele é John Rendon e ele ganhou 100 milhões de verdinhas pra convencer o staff do govêrno dos EUA (CIA, milicos, NSA e etc) de que a guerra era necessária, deflagrando uma das + impressionantes operações de infowar já vistas na história atual. A operação é atual mas o truque usado é antigo. Ele contratou alguém para mentir como se dissesse a verdade. Adnan Ihsan Saeed al-Haideri foi interrogado por um oficial do CIA em Pattaya na Thailandia ligado a um detector de mentiras. Ele se disse um engenheiro civil q ajudara Saddam a enterrar toneladas de armas químicas, biológicas e nucleares, em poços subterrâneos e hospitais. A estória inventada por al-Haideri havia sido fundeada por setores do Partido Republicano, Pentágono e da CIA interessados em vender a guerra ao governo e ao público. A reportagem de James Banford em 17 de novembro de 2005 sobre Rendon ganhou o prêmio de reportagem para revista de 2006.
A muito q revista Rolling Stone - malgrado o funesto conjunto homônimo - tem se revelado a + importante publicação norte-americana de matérias políticas importantes. Show de bola total. Será q sua versão brazuca vai seguir a linha da matriz? Ou vai caetanear pq não existe pecado do lado de cima da divisão de renda?
