O Golpe Exprime a Luta da Governamentalidade Legalista Contra a Governabilidade Corrupta: Jean Wyllys explica a ilegalidade do impeachment.
15.4.16
19.6.08
celulares chegam a 130 milhões no Brasil
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emergentes vão guiar banda larga móvel
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27.5.08
ativismo on line sem fronteiras
Deu no Alternet: o vídeo do Avaaz expondo o mito do choque das civilizações já foi visto por um milhão e meio de pessoas e recebeu 37 mil comentários no You Tube. O Avaaz tornou-se o lugar do ativismo on line, ganhando 3,2 milhões de membros de 192 países diferentes em apenas 1 ano. Seu sítio pode ser visto em 13 línguas diferentes.
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5.10.07
guerra do Iphone: hackers liberam acesso
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1.10.07
Um dia na vida de um educador
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Os 10 conceitos mais importantes na engenharia de software
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24.9.07
Tick Toxic
Este mashup é uma jóia feita pelo dj Surge-N a partir da insossa produção das gravadoras. Começa pegando a melda Toxic da Britney e mistura com Faint do Linkin Park. O treco se chama Faint Toxic e começa a ficar interessante. Aí vc pega a inacreditavel What You Are Waiting For da imperatriz do mau gosto Gwen Stefani. O bootlegger não contente com a música ainda deu uma de vj. O resultado é o que vc vê aí em cima: aquilo que as gravadoras tornaram-se incapazes de fazer....
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18.8.07
iPhone burla restrição da ATT
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13.8.07
Entrando para o technorati
Technorati Profile
Technorati disse para criar uma nota com o link acima para ativar minha conta.
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28.5.07
Seminário O Comum ao Vivo Online no Rio
Seminário Internacional Constituição do Comum: Cultura e Conflito no Capitalismo Contemporâneo
Assista no site do TJ.UFRJ, de 28/05 a 01/06, a transmissão ao vivo do Seminário.
Capitalismo Cognitivo, Dinâmicas Metropolitanas e Novas Formas de Conflito
segunda 28/05 às 9h
Com a participação de Maurizio Lazzarato (Univ. de Paris), Raul Sanchez (Univ. Nômada/Espanha), Thierry Baudouin (CNRS/França) e Giuseppe Cocco (UFRJ).
Veja o vídeo de Capitalismo Cognitivo, Dinâmicas Metropolitanas e Novas Formas de Conflito.
O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV Digital
segunda 28/05, às 14:30
Os palestrantes: Fábio Malini (UFES), Marcos Dantas (PUC), Rodrigo Guéron (UERJ), Sérgio Amadeu (Cásper Líbero) e Paulo Lima (Rits) debaterão sobre o tema: TV digital.
Veja o vídeo de O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV Digital.
Lutar e produzir: Cidade Ocupada
terça 29/05 às 9h
Com: Barbara Szaniecki (PUC/RJ, Gerardo Silva (LabTec/UFRJ, Maria dos Camelôs, Michèle Collin (CNRS/França) e Pepe Bertarelli.
Veja o vídeo de Lutar e produzir: Cidade Ocupada
Interferências
terça 29/05 às 13h
Grupo Bota a Cara e Apocalipse Crew (ao lado da CPM/ECO).
terça 29/05 às 14h
Oficina de Software Livre com Giuliano Djahjah (auditório da CPM).
terça 29/05 às 17h
Performance com Ronald Duarte (ao lado da CPM/Eco) e Lançamento da Revista GLOBAL 08
Desafio para uma nova proteção do trabalho: salário mínimo e renda universal
quarta 30/05 às 9h
Os palestrantes serão: Andrea Fumagalli (Univ. de Pavia/Itália), Artur Henrique da Silva Santos (Cut), Giuseppe Cocco (UFRJ), Yann Moulier Boutang (Univ. Compiège/França) e José Lima (Cut/RJ)
Veja o vídeo de Desafio para uma nova proteção do trabalho: salário mínimo e renda universal.
Periferias Globais: Economia, Estética, formas de vida
quarta 30/05 às 14:30
O debate contará com a presença de Écio de Salles (ECO/UFRJ), Ivana Bentes (ECO/UFRJ), Paulo Vaz (ECO/UFRJ), Rodrigo Araújo(Coletivo Bujari) e Fernanda Bruno (ECO/UFRJ, às 14:30
Veja o vídeo de Periferias Globais: Economia, Estética, formas de vida.
A lógica do capitalismo cognitivo
quarta 30/05 às 17:00
Os debatedores serão: Antoine Rebiscoul (Goodwill Company), Henrique Antoun (ECO/UFRJ), Paulo Henrique de Almeida (UFBA), Yann Moulier Boutang (Univ. Compiège/França) e Ruth Reis (UFES)
Veja o vídeo de A lógica do capitalismo cognitivo.
Racismo, indiferenças e identidades
quinta 31/05, às 14:30
Debatedores: Alexandre do Nascimento (PVNC); José Jorge de Carvalho (UnB); Leonora Corsini (LabTec/UFRJ); Tatiana Roque (IM/UFRJ).
Livros e Debate: Em torno de cinco livros: mestiçagem, biopolítica e pós-colonialidade
sexta 01/06, às 9h
A última mesa do seminário “A Constituição do Comum” contará com a presença dos autores Bárbara Szaniecki (“A Estética da Multidão”), Giuseppe Cocco (“Glob(AL) Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada”), Peter Pàl Pelbart (“Vida Capital: Ensaios de Biopolítica”), Maurizio Lazzarato (“As revoluções do capitalismo”) e Yann Moulier Boutang (“Da Escravidão ao Trabalho Assalariado”). O moderador desse debate será Maurício Siqueira, da Casa Rui Barbosa.
Sexta,às 11h No final da mesa haverá uma oficina de apresentação do programa “Cultura e pensamento - 2007” do Ministério da Cultura.
sexta, 01/06 às 14:00
RÁDIO MOCHILAS: faça vc mesmo a sua Rádio - com ROMANO no Espaço Vianinha (ECO)
Mais infos ECO e O Comum. No Comum clique em RJ para ver a programação do Rio.
Assista no site do TJ.UFRJ, de 28/05 a 01/06, a transmissão ao vivo do Seminário.
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22.5.07
Seminário Blogs da FEEVALE
Virei mascate cultural. Tô indo de manhã pra FEEVALE de Nova Hamburgo para participar do Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital. Existe um Blog feito pra noticiar o evento. Depois eu conto mais. Mas quarta tô de novo em Vitória na barca Nômade!
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21.5.07
Abertura do dia 21
O Papel da Cultura e da Comunicação no Capitalismo Contemporâneo é o nome do tema de abertura.
Mas antes dela veio uma mesa oficial para abrir o evento com prefeito, deputado, secretários e etc.
A mesa de abertura acabou e Beppo, da ESS/UFRJ, Lazzarato, da Universidade de Paris e Ruth Reis, a Secretária de Comunicação, formaram a primeira mesa de trabalho.
O local é um velho armazém do cais de Vitória que foi reformado para se tornar um centro de eventos culturais. É um espaço enorme e encheu de gente. Uma surpresa para os organizadores pois a divulgação foi feita um pouco em cima da hora e teve a Internet como o seu principal meio. Volto assim que tiver o que blogar.
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15:49
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Programa da Constituição do Comum
Voltei para dar uma redundada e publicar o programa do evento.
Seminário Internacional
A Constituição do Comum: Comunicação e cultura na cidade
DIA 21 DE MAIO - ESTAÇÃO PORTO / ARMAZÉM 5
9h - ABERTURA
9h30 - O PAPEL DA CULTURA E DA COMUNICAÇÃO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
João Coser - Prefeito de Vitória
Representante do Ministério da Cultura
Giuseppe Cocco - UFRJ
Maurizzio Lazzaratto - Universidade de Paris 1 (França)
14h - ESTÉTICA DA MULTIDÃO E REDES DE PRODUÇÃO CULTURAL
Bárbara Szaniecki - Universidade Nômade e PUC-RJ
Ivana Bentes - ECO-UFRJ / Universidade Nômade
Luiz Paulo Correa e Castro - Nós do Morro (RJ)
Moderadora: Maria Helena Signorelli - Secretária Municipal de Cultura de Vitória
19h - SHOW DE JAZZ NA CURVA DA JUREMA
DIA 22 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5
9h - DEMOCRACIA, LIBERDADE E RENDA NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
Andréa Fumagalli - Universidade de Pavia / Itália
Danise Dau - Secretária Nacional da CUT
Giuseppe Cocco - ESS/UFRJ
Moderador: Eliezer Tavares - Secretário Municipal de Geração e Trabalho e Renda de Vitória
14h - SUSTENTABILIDADE E GESTÃO DE PROJETOS CULTURAIS E DE COMUNICAÇÃO
Oona Castro - FGV
Paulo Lima - RITS
Júlia Zardo - Incubadora Cultural PUC/RJ
Dago Donato - Trama Virtual
Moderador: Tauro Lucilo Tessarolo (Companhia de Desenvolvimento de Vitória)
19h - COQUETEL DE LANÇAMENTO DA REVISTA GLOBAL N.9 E DOS LIVROS:
Estética da Multidão (Barbara Szanieck)
Glob(AL) (Giuseppe Cocco)
Revoluções do Capitalismo (Maurizio Lazzarato)
20h - Apresentação do Grupo Manguerê - Ponto de Cultura do Brasil/CECAES
DIA 23 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5
9h - DESAFIOS PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA
Paulo Henrique Amorim - Conversa Fiada/IG e TV Record
Antonio Martins - Editor de Le Monde Diplomatique Brasil
Raul Sanchez - Universidad Nomada (Espanha)
Ruth Reis - Secretária Municipal de Comunicação de Vitória
Moderador: Alexandre Passos - Presidente da Câmara de Vereadores de Vitória
14h - INTERNET: NOVAS FORMAS DE OPINIÃO PÚBLICA E DE CONSUMO
Edney Souza - Blog Interney
Gustavo Fortes - Agência Espalhe
Henrique Antoun - ECO/UFRJ
Moderador: Fábio Malini - Departamento de Comunicação / UFES
20h - PROGRAMAÇÃO CULTURAL NA ESTAÇÃO PORTO - MOSTRA CURTA GRAV CINEMA/VÍDEO
DIA 24 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5
9h - CRIAÇÃO DE ATIVOS IMATERIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES
Yann Moulier Boutang - Universidade de Compiègne (França)
Paulo Henrique de Almeida - UFBA / Governo do Estado da Bahia
Antoine Rebiscoul - Publicis (França)
Moderador: Alexandre Curtiss - Departamento de Comunicação/UFES
14h - DINÂMICAS METROPOLITANAS E POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO
Celio Turino - Secretário Nacional de Projetos Culturais/ MinC
Michelle Collin - CNRS e Institut Français D´Urbanisme (França)
Clara Miranda - Departamento de Arquitetura / UFES
Thierry Baudouin - CNRS e Institut Français D´Urbanisme (França)
Moderador: Kleber Frizzera - Secretário Municipal de Desenvolvimento da Cidade de Vitória
19H - Lançamento do Documentário Anjo Preto, de Gui Castor, sobre o sambista Edson Papo Furado.
20H - Show em comemoração ao Samba Capixaba, com a participação do cantor Monarco da Velha Guarda da Portela e da banda Sandália de Pescador (com diversos sambistas capixaba).
DIA 25 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5
9h - PROGRAMAS DE ACESSO A INTERNET PÚBLICA: ESTRATÉGIAS E PARCERIAS
Marcos Dantas - PUC-RJ
Sérgio Amadeu - Faculdade Casper Libero
Luiz Fernando Barbosa - SEDEC/Prefeitura de Vitória
Rodrigo Mesquita - Radium System
Moderador: José Antonio Martinuzzo - Departamento de Comunicação - UFES
14h - NÓS, A MÍDIA: JORNALISMO CIDADÃO E O FUTURO DO JORNALISMO PROFISSIONAL
Roberto Romano - Zero Blog NetworkJornalismo
Ana Maria Brambilla - Editora Abril
Orlando Lopes - Ponto de Cultura/Guarapari
Moderador: Cleber Carminatti - Departamento de Comunicação/UFES
19H - Festa de encerramento na Estação Porto Armazém 5:
Tributo a Clara Nunes. Show com Denise Pontes cantando Clara Nunes e show com grupo de Minas Gerais Contos de Areia - um canto a Clara Nunes”.
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10:57
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Barca do Comum Atraca no Porto de Vitória
Esta nota vem direto da rede wi-fi da Estação Porto, Armazém 5, da CODESA em Vitória, ES, onde começou o seminário internacional A Constituição do Comum: Comunicação e cultura na cidade.
Cheguei ontem vindo do Rio no mesmo avião que o Beppo a Barbara e a Ivana. Vim sentado com a Ivana conversando sobre a ECO-UFRJ. Pode parecer loucura mas apesar de trabalharmos juntos, no dia à dia não dá pra conversar direito.
O vôo atrasou e chegamos depois das 22 horas. Deixamos a bagagem no Pier e fomos detonar um japa esperto, aproveitando para por os assuntos em dia. Mais tarde, no quarto, a boa surpresa: Internet wi-fi ou à cabo.
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3.5.07
Guerra do Código Incendeia a Web
Uma seqüência hexadecimal está criando o maior rebuliço na web e no mundo da mídia de massa: 09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0. Por causa dela mundos e fundos estão sendo levantados para impedir, em vão, sua publicidade. Trata-se da chave criptográfica que quebra o sistema AACS (Advanced Access Content System) dos HD-DVD e do Blu-Ray com filmes e jogos com imagem de alta definição. Com eles vc pode ver os mais recentes títulos em qualquer mídia, pois eles são a chave que abre a porta artificialmente trancada.
Quando o hacker canadense Muslix64 criou o patch do Blu-Ray - no final de 2006 - era apenas a quebra do código de um disco. Mas trabalhando com a turma do Doom9 - eu amo esses caras - criou um gerador de chaves que funciona tanto no HD-DVD, quanto no Blu-Ray. E a divulgação da chave se alastra como um virus pela web desde que os blogs se viram compelido pelo AACS a tirar a informação do ar pq estavam divulgando a chave. Como no caso da chave do DVD - a famigerada CSS - a reação da indústria de massa provocou uma insurreição na rede. Desenhos, fotos, camisetas, música e o q mais vc puder imaginar estão sendo utilizados para divulgar essa chave mestra criptográfica que abre qualquer porta. A música feita por Keith Burgon cantando o código com sua guitarra acústica, conhecida como Oh Nine, Eff Nine, já é um hit no YouTube com dezenas de milhares de audições.
As indústrias de massa continuam tão estúpidas quanto antes. Como os imperadores antes de sua decapitação, são incapazes de aprender qualquer coisa. E Lehman, o pai de toda essa excrescência, parece ser a única pessoa sensata quando disse que o DMCA estva morto no Digital Dystopia da McGill.
O fato das empresas empalidecerem, mandando seus gerentes apagar o código à força dos blogs e dos sítios onde são publicados gerou uma outra insurreição. Pois quanto mais se apagava o código, mais ele se multiplicava; como uma espécie ameaçada de extinção. Com sua divulgação aqueles discos Blu-Ray e HD-DVD estão desprotegidos. A criptografia da indústria de massa sempre será falha e porca, porque seus segredos tornaram-se de polichinelo na era da multidão.
Um efeito colateral curioso foi a revolta do Digg. Rede social de notícias, o site ameaçado de processo pela AACS, começou a apagar as publicações do código. Mas no Digg as pessoas publicam, votam e definem o que é importante para ir à página principal. Os usuários se auto-regulam e intervenções externas acabam causando coisas estranhas, facilmente percebidas pela comunidade. Os usuários reagiram ao apagamento sistemático e inventaram uma "bomba" que fazia com que qualquer matéria da primeira página remetesse ao código proibido. Ao final do dia o fundador do sítio, Kevin Rose, reconsiderou a insanidade da exigência e publicou o código no próprio blog da direção do Digg, liberando a publicação dele no sítio, junto com uma declaração de que aquela comunidade havia decidido que preferia ver o Digg cair lutando (contra a lei) do que vêlo dobrando-se frente a uma companhia maior. Ele termina dizendo: Se perdermos, que diabos, pelo menos morremos tentando. O fato é que o processo contra uma rede como o Digg facilmente pode se tornar um tiro que sai pela culatra contra a AACS e demais leis assemelhadas. Sendo um sítio governado e mantido por gente de mídia, uma campanha por fundos para o processo e de mobilização contra as indústrias pode ser o rastilho de uma incontrolável explosão, como lembra o Mashable.
Seja como for, a coisa ficou preta para o CEO Jay Adelson. Ontem apareceu no Digg um artigo criticando-o. O artigo vem do blog Valleywag. Nele o blogueiro Nick Douglas critica o CEO do Digg, acusando-o de mentiroso e comprometido, por causa das entrevistas que esta dando desde que o evento pegou fogo. Nick mostra que o setor de Relações Públicas da empresa esta indicando Adelson para falar em nome da Companhia, mesmo que vc implore por Kevin. A escolha de Adelson para falar, ao invés de Kevin, marca uma decisão dos PR da firma por prudência. E o CEO, de olho nos bilhões que pode perder, tenta minimizar o incidente e apagar as chamas da revolta. Ele deu declarações para o New York Times, o Fortune, o Business Week e a Wired. Mas Adelson foi o escroto que anunciou o apagamento das mensagens com os códigos, para acatar o pedido do AACS, em uma nota onde não só afirmava a decisão de continuar fazendo isso, como parecia concordar com a justiça do pedido. Aí o fundador da empresa, Kevin, publicou ele próprio o código no blog da empresa, obrigando Adelson a recuar. Tudo indica que a PR achou mais prudente botar o Adelson pra falar, tentando evitar o processo. Mas os usuários do Digg querem a cabeça do bundão e escolheram Nick para ser seu porta voz. O Valleywag tem sua própria versão de todo o incidente e ela é bastante cáustica.
Já há quem compare toda essa movimentação com a carta impressa de Lutero pregada na porta da Igreja, que desencadeou a Reforma. Ela marcou a entrada em cena do poder da imprensa na sociedade e o poder da consciência individual na formação da massa. Poder este que gerou a mídia de massa e os formadores de opinião. A guerra do código que quebra a criptografia do HD-DVD e do Blu-Ray marca a afirmação dos que se envolvem com as práticas das mídias digitas como cidadãos digitais, e não mais consumidores.
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HD-DVD Hacked!
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12.4.07
P2P na Filantropia
Tem 2 iniciativas bem interssantes na área do P2P filantrópico. A primeira é a da Kiva, cujo lema - empéstimos que mudam as vidas - diz ao que veio esta sociedade: ela une o emprestador ao empreendedor que precisa de ajuda nos países em desenvolvimento. Nada como juntar a fome com a vontade de comer. Isto não é caridade: quem pega a grana deve devolvê-la com juros. Os empreendedores pegam dinheiro diretamente com quem o tem ao invés de pedir aos bancos. Com isso pagam menos por esse dinheiro. Mesmo assim o pequeno emprestador faz + dinheiro do que aplicando nas porcarias que o banco oferece a ele. Parece uma coisa legal. Sempre achei que o P2P tinha vocação para financiar produtos culturais. Só precisa de uma interface boa e um sistema bem feito.
A outra empresa é a DonorsChoose que deixa vc financiar projetos educacionais de professores e educadores populares. Se der certo vai ser um bita empurrão na divisão digital e sua co-irmã analfabeta.
Não sou de acreditar em filantropia, muito menos no universo da adoção ou da ajuda às crianças. Mas quem sabe o P2P consegue sacudir o marasmo da indiferença e faz diferença na esfera da guerra contra a miséria.
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9.4.07
A Garotada Pertuba a Mídia no Orkut
Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o Orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.
1) O que leva adolescentes a revelarem detalhes algumas vezes vexatórios - como excessos com bebida, drogas e sexo - no Orkut?
Acho que a sensação de que aquilo vai ficar restrito ao circulo dos amigos, ou porque, sendo altamente oscilantes em sua afetividade e em sua química geral, de repente acham o máximo exibir algo sem ter uma noção muito clara das conseqüências. Acho também que os adolescentes atuais mudaram um bocado com relação aos adolescentes antigos e a história de cada um não é muito importante, a impressão que dá é a de que o perfil pode ser apagado e daqui a pouco ninguém mais vai se lembrar.
2) Como avalia essa prática de exposição na rede social? Como o revelar desses detalhes ajuda especialmente adolescentes a construir sua identidade?
Acho que estas exibições funcionam mais como experiências na esfera da audiência e teste na opinião de um público. Você sempre pode alterar seu perfil, ou criar outro perfil ou eliminar um perfil mal sucedido. Por outro lado, a rede social como o blog funciona como falar dos problemas com o motorista de taxi. A maioria não espera que ninguém além de um pequeno circulo de amigos vai dar atenção ao que esta sendo mostrado. O problema é a mídia focar aquilo e dar uma grande publicidade. Blog e rede social é um tipo diferente de conhecimento e informação. É o que o filósofo Espinosa chamava de conhecimento do terceiro gênero; um conhecimento intuitivo e afetivo onde você fala de seu mundo próprio e de sua afetividade. Esse tipo de conhecimento se transforma completamente quando transferido para a mídia de massa onde ele vai ganhar a face do preconceito e do julgamento moral.
3) Qual novidade o Orkut acrescentou ao processo? Como essa afirmação mudou antes e depois do Orkut?
Quando você conversava com uma turminha na adolescência em uma esquina qualquer a maior parte destas confidências podiam ficar resguardadas na memória destes amigos e mais tarde na certeza de seu esquecimento. O orkut possibilita a transformação deste material em notícia, levando os 15 minutos de fama para a vida deste adolescente. Por outro lado mostra pela diversidade de perfis e de grupos que cada um desenvolve esse desprezo pela história pessoal e pela identidade única. Os perfis valem pelo show que dão e são facilmente elimináveis pelo esquecimento.
4) Quais os benefícios que a rede social Orkut trouxe para essa construção de identidade, para a narrativa sobre si mesmo?
Acho que ela permite variar e diversificar os grupos, garantindo um relativo anonimato nessa imensa variedade de perfis e grupos. Esse si mesmo se narra diferentemente na vizinhança dos diferentes grupos em que o pertencimento é buscado e nas ações que os perfis desenvolvem. Uma das coisas que chamam a atenção é o gosto pelo apagamento dos perfis. O perfil se orkuticida e depois de algum tempo volta construindo novos grupos e novos nexos. Este si mesmo parece se narrar em função de coletivos que freqüenta e eventos que promove ou participa.
5) E quais os problemas?
Vários. Tem, por exemplo, o caso do jovem Brandon. Ele tinha um perfil chamado Ripper que freqüentava uma sala de chat com outros perfis jovens e ficavam competindo sobre drogas farmacêuticas ou não que consumiam. Um dia o Ripper resolveu barbarizar e ligou um canal de webcam onde nu e com a mesa abarrotada de drogas de todo tipo resolveu se exibir para o coletivo. Detonou todas e lá pras tantas mandou: Eu disse que eu sou barra pesada! Minutos depois ele morria. Se um jovem deste fosse das antigas, a zorra dele e dos amigos no quarto teria impedido isto de ir tão longe; e mesmo que fosse os amigos iam poder chamar uma ambulância. Mas a farra no coletivo virtual deixou todo mundo de mãos atadas sem saber o que fazer. Ninguém sabia de verdade quem era Ripper, qual seu telefone ou endereço. Por outro lado hoje ninguém fica marcado por coisas que faz. Não há mais o exame que constrói um histórico para dizer quem você é em função dos resultados. Há maior plasticidade pois o registro se preocupa em recolher os padrões das decisões e ações para adivinhar como um perfil vai agir numa situação dada qualquer.
6) Há diferenças entre o que é revelado e onde é revelado? Como se concilia a pressão e o desejo por ser descolado e passar essa imagem a uma rede de possíveis (futuros) conhecidos com a cobrança dos amigos pela discrição ou pela sinceridade no preenchimento do formulário do Orkut?
Não acho que seja tão dramático. Adolescente sempre mentiu muito, fantasiou muito e os grupos adolescentes lidam bem com isso. Mesmo a exposição na mídia de massa pode ser algo relativamente indolor. Pode tanto ser o trampolim para uma carreira artística quanto uma experiência que acrescenta algo que o perfil pode usar. O fato é que a sinceridade parece ser de ocasião; seja porque o adolescente esta num grupo puramente virtual protegido por um anonimato - como a turma que ia para os postos de gasolina, entravam em carros desconhecidos e iam para festas ficar com um monte de gente; coisa que não faziam no circulo das amizades escolares ou familiares -; seja porque o grupo pequeno e restrito de uma comunidade qualquer não pareça ser um lugar onde o que se diz vá despertar atenção geral. Como eu disse, são milhões de perfis e milhões de pequenos grupos.
7) Quanto desses relatos são verdadeiros? Pais e autoridades devem se preocupar com confissões feitas no Orkut ou a maior parte é apenas falácia?
Quem ainda se lembra da própria adolescência sabe a quantidade de estória que se inventa pelos motivos mais estranhos e irracionais. Fazer grandes alaridos disto só se explica por sensacionalismo. Teve um momento em que as autoridades pareciam mais interessadas em pendurar uma melancia no pescoço do que em tratar com seriedade os crimes de sua alçada. Culpavam a comunidade que tinha a afirmação de dirigirem bêbados por um desastre provocado por um jovem motorista bêbado. O que se escreve em blog ou em interface de rede social está muito mais próximo da literatura, e se eu crio uma comunidade intitulada "eu atropelo velhinhas" só um débil mental julgaria que o grupo é de assassinos de senhoras idosas. Não é uma escrita noticiosa, mas algo um tanto literário e fantasioso que procura dar contas dos diferentes afetos que atravessam os jovens.
8) O Orkut é muitas vezes acusado de não colaborar com a Justiça e de permitir a veiculação de informações que promovem e incentivam a pornografia, o crime e o abuso de drogas. Acredita que a tecnologia deveria ser adaptada - e de que forma - para conter a superexposição - exigindo por exemplo uma confirmação de que se é maior de 18 anos para entrar em determinadas comunidades ou criando "flags" para os conteúdos?
Eu fico me perguntando o quanto essa opinião pode ser levada a sério. Ou melhor, a`mídia de massa espernearia se tentassem lhe imputar essa imagem, embora sua programação seja muito mais promotora de crime, drogas e pornografia; mas como o Orkut esta roubando o público das TVs, esses mesmos canais ficam cinicamente tentando eliminar a concorrência excitando os oficiais de justiça e os formadores de opinião. E porque não bloquear a entrada da imagem nos canais de TV e só permiti-la depois que aquele que esta assistindo preencher um longo formulário em três vias?
9) Recentemente uma brasileira chamada Ana Ferreira vendeu uma foto em que aparecia sendo abraçada de modo nem tão inocente pelo príncipe William. No Orkut, a estudante chegou a mencionar as vantagens obtidas com a venda da foto. Depois, arrependida, retirou o perfil do ar. Esse tipo de conduta é comum? O que revela sobre os usos da tecnologia das redes sociais?
Ela conversava com a turma dela. Quando a mídia de massa lançou sua luz sobre isso ela ficou exposta e o que ela mostrava e dizia passou a ser julgado preconceituosamente. Ela apagou o perfil. Daqui a pouco pode voltar com outro e todo mundo já esqueceu o episódio. Fico me perguntando que garota não contaria para as amigas que um príncipe pusera a mão em seus seios. Tem gente que "mataria" para ter um assunto destes para contar para as amigas. Com foto melhor ainda. É a prova de que foi verdade. Material manipulado por príncipe ganha um alto valor no mercado do status e da inveja.
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HP Encara Grande Demanda de Linux
Cada vez + -parece se confirmar o dito de Lehman: o gato fugiu do saco. Eu tendia a pensar q o +or concorrente do Vista seria o próprio XP. Mas as notícias estão dando conta de uma significativa demanda pelo linux, a par a nerdice q se atribui a ele.
Enquanto a Dell aparentemente encontra dificuldades em decidir como reagir à sua própria pesquisa que mostrou que seus usuários desejam micros pré-instalados com Linux, a HP resolveu aproveitar a oportunidade e procurou a imprensa para falar sobre seus projetos em andamento para oferecer vários milhares de PCs com Linux no desktop. O representante da empresa foi intencionalmente vago sobre os detalhes, mas deixou muito claro que os projetos em andamento são reais e que constituem um indicador de que o Linux no desktop pode estar alcançando a massa crítica suficiente para atrair o interesse dos maiores distribuidores de hardware.
Notícia completa @ CRN. Detalhe jocoso no site da CRN: a pub da M$ antes da notícia aparecer... Thx Barba pela dica.
Publicado por
Antoun
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15:23
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