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8.2.06

Burn, Baby, Burn

Estou escrevendo desde ontem turbinado pelo CD/Sampler Best of Bootie, dica do Boing Boing na nota 20 best mashups of '05. É só baixar, ouvir e queimar.
BTW
Os BOOTLEGGER LINKS do Best of Bootie são ducacete. Uma mina de ouro....
E...
A capa do CD é uma obra prima de CV, como os sampler do disco. Sente só a arte!

Videobomba: editor de video canal social e ferramenta de busca

Uma nova ferramenta para um dublê de vídeo, lista de reprodução e publicação foi desenvolvida pela Participatory Culture Foundation - o mesmo pessoal que nos deu o DTV - permitindo qualquer um fazer seu canal de televisão na Internet. O nome do treco está a altura da descoberta: Videobomba.Enquanto os regulamentadores conspiram para transformar a Internet em uma defunta TV, os desregulamentados fazem da Internet uma TV aberta com bilhões de canais!!! Leia + no Boing Boing.

6.2.06

Os Agentes e a Verdade na Comunicação Distribuída

Estaria o velhor ator social da modernidade se transformando? A noção de agente de rede parece ser algo além do funcionamento de um dispositivo de motor de busca amparado em um princípio geral de funcionamento de sistema de inteligência. A adoção dos agentes significou o abandono da idéia de inteligência individual auto suficiente adotada pela IA. Muitas inteligências limitadas mas capazes de se comunicar e aprender, centradas em uma missão, se revelavam um sistema de inteligência mais capaz e eficiente que o velho cérebro consciente individual. Com isso se resolvia ao mesmo tempo o problema de como localizar e processar uma informação em um sistema saturado de informação a cada momento. Mas resolver esse problema não significaria que o sujeito social se transformara, deixando de ser um ator e tornando-se um agente?

O mundo dos agentes

Nvídia está sendo acusada de contratar agentes online para criar dúzias de avatares em foruns online, onde eles ganham a confiança dos jogadores comentando assuntos não relacionados aos produtos Nvídia de modo a submergí-los em uma orgia de comentários sobre o material da Nvídia.

O forum de notícias do Penny-Arcade recebeu uma msg sobre marketing de guerrilha de um anônimo que dizia:

Eu fui entrevistado por um negócio de marketing de guerrilha em São Francisco que tinha como alvo as teias de foruns.

Me disseram que se eu aceitasse o trabalho, eu tinha de ter PELO MENOS 50 identidades na maior quantidade de foruns que eu pudesse (eles queriam de fato 100), com um objetivo de 5 mensagens publicadas por hora. As mensagens teriam de ser planejadas, e a idéia era de que eu estabelecesse múltiplas identidades com uma história nos foruns, de modo que quando a hora certa chegasse uma mensagem de marketing bem escrita e sutilmente relacionada fosse educadamente publicada. E os usuários regulares reconheceriam a mensagem como sendo de um velho e confiável freqüentador.

Leia o texto completo no Boing Boing.

A verdade dos agentes

O interessante nessa matéria para mim é a reiteração do funcionamento da verdade na Internet, ou seja, a transformação do sistema de reputação social. Como o próprio depoimento aponta, alguém precisa ter uma história de serviços prestados em um fórum (comunidade virtual) para dizer algo q seja considerado verdadeiro. O que faz dos avatares da Internet agentes sociais, ao invés dos velhos atores sociais da modernidade. Eles não tem um papel a desempenhar, mas uma missão a cumprir. Pode-se com razão dizer que é algo criminoso. Mas é um crime na perspectiva moderna do ator social que tem um papel e que deve o desempenhar verdadeiramente, sob o risco de ser acusado de fraude (171) quando identificado. A verdade das missões dos agentes é medida pelo seu sucesso e não pela identidade do agente ou pelo conteúdo transmitido.

4.2.06

Notebooks vs. Celulares Divide WSIS 2005

Uma matéria do John Markoff publicada em 30 de janeiro no NYT anunciou o confronto entre o dono da Microsoft Bill Gates e o fundador da WIRED e diretor do laboratório de tecnologia de mídia do MIT Nicholas Negroponte sobre a solução para a divisão digital.
A "cura" da divisão digital
Gates diz q é o celular envenenado com MS e adaptado a TV e teclado. Negroponte quer laptop de US$100,00 envenenado com linux e conectando em rede mesh a US$50,00 ou US$24,00 o ponto de alta velocidade. Uma coisa é certa nessa conversa: a divisão digital é um divisor de águas para definir a tecnologia campeã no mundo globalizado. Como disse John Paul na Next Billion na matéria Um Telefone Celular por Criança? a verdadeira história talvez seja a de que dois times inovativos e bem patrocinados estão guiando um crescente pacote de competidores buscando levar os computadores para as massas.
Manivelas, Teclados e TVs
Existem críticas válidas para ambas alternativas. A crítica mais ácida ao projeto de Negroponte diz respeito à energia para fazer o laptop funcionar. Como Guy J. Kewney aponta na News Wireless Net, na matéria Faz um ano desde o PC de $100 do Negroponte, e Bill Gates tem uma idéia melhor, os chips da AMD não são famosos por ter um perfil de baixo consumo de energia, ao contrário dos chips da VIA Technologies. Essa escolha gerou o comentário de Kewney de que Negroponte não tem idéia melhor do que gerar a energia por manivela... Por outro lado o plano de Gates pressupõe ambientes com TV e teclado para o celular ser conectado através de dispositivos especiais. Isto esta longe de ser um padrão de equipamento para ser encontrado em ambientes de alta pobreza. Outros pontos criticados por Eric Bangeman na Ars Tecnica na matéria Alternativa da Microsoft para o US$100 laptop: o telefone celular foram a pobreza de definição dos monitores de TV, que dariam dor de cabeça nas crianças, e o uso do Windows Mobile que não é usado pelos celulares.
No WSIS 2005 na Tunísia a cara do laptop
A BBC antecipou a ação na matéria Design do Sub $100 laptop revelado. O Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, apresentou junto com o Negroponte o protótipo do hundred dolar laptop ao público no WSIS (World Summit on the Information Society) na Tunísia. Tem 3 fotos do protótipo, 1 aqui, outra ali e outra acolá. Tem tb o comunicado ONU/MIT em inglês, árabe, francês e no original, todos em Real Player. Uma lista do que tem o laptop é reveladora:
500 MHz CPU e 4 USB portas
Tecnologia de redes sem fio e redes mesh
4 C - baterias de celular e uma manivela para gerar energia
Tela de 7 polegadas LED Magic Faerie Dust com definição de 640 por 480
128 megabytes de memória RAM e 512 megabytes de memória flash
Sistema Operacional Red Hat Linux
A crítica sobre a geração de energia não parece ser fora de propósito, ainda que Negroponte garanta que 1 minuto de geração manual garante 30 minutos de uso. Dificil imaginar crianças gerando a energia do laptop com a manivela, embora essa seja uma alternativa para quando não houver outra fonte de energia. O laptop foi apelidado carinhosamente de máquina verde pelo Media Lab do MIT. Charles Jade comenta na matéria US$100 laptop revelado da Ars Tecnica que Negroponte soa como uma criança dos 60 que viu muito Capitão Planeta nos 90. Mas acaba tocado pelo comentário de Negroponte de que em uma casa sem eletricidade ele será a luz mais brilhante da casa, a luz mais brilhante... Ele fecha o artigo exclamando: Brilhe, Sr. Negroponte, brilhe.
Diferença entre celular e laptop?
Independente da picuinha dos dois, continua válida a discussão que estão travando, afinal qual o futuro da comunicação em rede? O laptop ou o celular? Cada vez mais os dois possuem conteúdos similares. Por isso mesmo a questão não é o recheio, mas o meio e aquilo que ele capacita. Alguém arrisca um palpite da diferença entre os dois meios? Tenho muitas dúvidas sobre qual seria o verdadeiro pomo da discórdia...

27.11.05

Caindo das Nuvens

Terminada minha experiência na nuvem da biblio resolvi entrar numa cafeteria pra escrever sobre o que tinha acontecido com + vagar. Na Bloor / Spadina fiquei oscilando entre o tradicional Starbuck e o canadense Second Cup. Acabei indo pro canadense atraido pelo cartaz: hot spot Rogers. Yeeaaah. A gente sempre ve na TV e nos filmes as pessoas trabalhando com seu notebook nessas cafeterias. Peguei um chocolate quente ultra incrementado, pois fui dizendo sim pra tudo que a atendente perguntava. Sentei numa mesa, abri o toshiba, liguei e fiquei esperando.... O icone da anteninha não armava e eu abri o prog e mandei escanear. Ele achou um Rogers e eu selecionei. A anteninha armou e começou a irradiar. Eu estava conectado. Estava? Abri o explorer e veio uma pg pra la de fajuta da Second Cup mandando eu identificar meu provedor ou entrar meu cartão de crédito. Eu seria cobrado pelo tempo de utilização. Ninhuma palavrinha sobre quanto era pra navegar naquela nuvem poluida e fedorenta. De repente caiu a ficha: Rogers/Second Cup Bells/Starbuck. Lembrei de novo das imagens que aparecem, o ambiente, o tipo de cara afrescalhado e pirua desfilando, aquele aquario pra fisgar peixe bobo... E eu comecei a entender porque o black block e a garotada quebra aquela pôrra daquelas vidraças nas manifestações. Rogers hotspot? Bells hotspot? To fora. Sou coolspot. To atirando a primeira pedra nessas bostas sem pensar 2 x.

Andando nas Nuvens

Resolvi fazer uma experiência com o velho toshiba wireless. Botei ele na bolsa e fui pra Robarts. Ele se conectou de prima, sozinho, usando o x-micro 802.11b. Ai fui com ele pra entrada da casa que vou morar, na 14 Glen Morris. Ele conectou de novo na nuvem de conectividade da UoT. To eu aqui dedilhando essa nota, imerso, passeando nas nuvens com meus dedos congelando a -5 graus celsius. As vezes a vida nos sorri e pisca o olho...

1.11.05

negri in rio

...e eu penando aqui em Toronto! Mas o Malini fez um relato no blog dele muito maneiro e eu fiquei aqui na Robarts Library pensando se Toronto não é uma grande roubada... Pruque num fui pra Italia? Sai pra la Berlusconi! Afora isso um drops de Negri pra esquentar essa parada e começar o blog com o pé certo.
A miltância hoje não é distribuir panfleto, colar cartaz, dizer palavras de ordem. Militar é investigar. Fazer pesquisa para entender esses desdobramentos do trabalho. Identificar a capacidade produtiva do trabalho para fazer militância. É um trabalho cultural. Queria dizer algumas outras coisas: a divisão do primeiro e do segundo mundo é cada vez mais volátil. E nas sociedades onde o peso colonial ainda é forte (onde o problema de raça persiste) as políticas de cotas libertam as amarras coloniais. Hoje o que é a precarização no primeiro mundo se aproxima muito do que seja a exclusão no terceiro. Como responder então a precarização e a exclusão? É a mesma resposta que daria para como responder a crise política no governo Lula: qual é o nosso nível de acúmulo de indignação e de insuportabilidade? Isto é importante, agora, não para organizar caminhos de fuga oportunista, mas para acumular ruptura de base. A globalização não tirou a possibilidade de transformar o mundo, mas diluiu sobre toda a face da terra essa possibilidade. Há várias cargas políticas hoje no mundo pronta para explodir. Temos de reconhecê-las para guiá-las. Hoje portanto o grande problema é se inserir no mercado mundial buscando localizar essas questões. Não se trata de auto-flagelamento, mas estar sempre pronto para uma tentativa de renovação.

24.9.05

pousando

Pousei. Tava todo encasacado, cheio de xale e luva. Depois que me livrei da alfândega encarei a dura realidade. Era um dia quente e ensolarado. Fui pegar o taxi. Tava meio paranóico com a possibilidade de ser enganado, taxi de aeroporto é pra desconfiar na maioria dos lugares. Aí no poste do ponto tinha uma tabela com os bairros e os precos. 1x0 pro Canada. O indiano mui simpático me deixou na Shanly Street, na casa do Alan. Depois de conversar com ele troquei de roupa: jeans, camiseta, casaco de couro marrom, tênis. Fui de metrô pro prédio do McLuhan Program encontrar o Vicenzo, um fellow q ia me recepcionar. Segui as instruções que o e-mail do DD tinha detalhado. Cheguei meio atrasado mas sem problemas pro encontro com o Vicenzo. Conversamos um bocado e ele me deu uma carta do Derrick pra ter acesso à biblioteca. Fui na biblio e fiz o cartão de usuário. Em 15 minutos tava com uma foto impressa e um numero de registro. Aí fui abrir uma conta em um banco pra receber a bolsa. Depois voltei pra biblioteca e fui escrever uns e-mails e ver o mercado imobiliário de aluguéis. Agora voltei de metrô pra casa aqui na Osington / Bloor. Ki dia!