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27.11.05

Caindo das Nuvens

Terminada minha experiência na nuvem da biblio resolvi entrar numa cafeteria pra escrever sobre o que tinha acontecido com + vagar. Na Bloor / Spadina fiquei oscilando entre o tradicional Starbuck e o canadense Second Cup. Acabei indo pro canadense atraido pelo cartaz: hot spot Rogers. Yeeaaah. A gente sempre ve na TV e nos filmes as pessoas trabalhando com seu notebook nessas cafeterias. Peguei um chocolate quente ultra incrementado, pois fui dizendo sim pra tudo que a atendente perguntava. Sentei numa mesa, abri o toshiba, liguei e fiquei esperando.... O icone da anteninha não armava e eu abri o prog e mandei escanear. Ele achou um Rogers e eu selecionei. A anteninha armou e começou a irradiar. Eu estava conectado. Estava? Abri o explorer e veio uma pg pra la de fajuta da Second Cup mandando eu identificar meu provedor ou entrar meu cartão de crédito. Eu seria cobrado pelo tempo de utilização. Ninhuma palavrinha sobre quanto era pra navegar naquela nuvem poluida e fedorenta. De repente caiu a ficha: Rogers/Second Cup Bells/Starbuck. Lembrei de novo das imagens que aparecem, o ambiente, o tipo de cara afrescalhado e pirua desfilando, aquele aquario pra fisgar peixe bobo... E eu comecei a entender porque o black block e a garotada quebra aquela pôrra daquelas vidraças nas manifestações. Rogers hotspot? Bells hotspot? To fora. Sou coolspot. To atirando a primeira pedra nessas bostas sem pensar 2 x.

Andando nas Nuvens

Resolvi fazer uma experiência com o velho toshiba wireless. Botei ele na bolsa e fui pra Robarts. Ele se conectou de prima, sozinho, usando o x-micro 802.11b. Ai fui com ele pra entrada da casa que vou morar, na 14 Glen Morris. Ele conectou de novo na nuvem de conectividade da UoT. To eu aqui dedilhando essa nota, imerso, passeando nas nuvens com meus dedos congelando a -5 graus celsius. As vezes a vida nos sorri e pisca o olho...

1.11.05

negri in rio

...e eu penando aqui em Toronto! Mas o Malini fez um relato no blog dele muito maneiro e eu fiquei aqui na Robarts Library pensando se Toronto não é uma grande roubada... Pruque num fui pra Italia? Sai pra la Berlusconi! Afora isso um drops de Negri pra esquentar essa parada e começar o blog com o pé certo.
A miltância hoje não é distribuir panfleto, colar cartaz, dizer palavras de ordem. Militar é investigar. Fazer pesquisa para entender esses desdobramentos do trabalho. Identificar a capacidade produtiva do trabalho para fazer militância. É um trabalho cultural. Queria dizer algumas outras coisas: a divisão do primeiro e do segundo mundo é cada vez mais volátil. E nas sociedades onde o peso colonial ainda é forte (onde o problema de raça persiste) as políticas de cotas libertam as amarras coloniais. Hoje o que é a precarização no primeiro mundo se aproxima muito do que seja a exclusão no terceiro. Como responder então a precarização e a exclusão? É a mesma resposta que daria para como responder a crise política no governo Lula: qual é o nosso nível de acúmulo de indignação e de insuportabilidade? Isto é importante, agora, não para organizar caminhos de fuga oportunista, mas para acumular ruptura de base. A globalização não tirou a possibilidade de transformar o mundo, mas diluiu sobre toda a face da terra essa possibilidade. Há várias cargas políticas hoje no mundo pronta para explodir. Temos de reconhecê-las para guiá-las. Hoje portanto o grande problema é se inserir no mercado mundial buscando localizar essas questões. Não se trata de auto-flagelamento, mas estar sempre pronto para uma tentativa de renovação.

24.9.05

pousando

Pousei. Tava todo encasacado, cheio de xale e luva. Depois que me livrei da alfândega encarei a dura realidade. Era um dia quente e ensolarado. Fui pegar o taxi. Tava meio paranóico com a possibilidade de ser enganado, taxi de aeroporto é pra desconfiar na maioria dos lugares. Aí no poste do ponto tinha uma tabela com os bairros e os precos. 1x0 pro Canada. O indiano mui simpático me deixou na Shanly Street, na casa do Alan. Depois de conversar com ele troquei de roupa: jeans, camiseta, casaco de couro marrom, tênis. Fui de metrô pro prédio do McLuhan Program encontrar o Vicenzo, um fellow q ia me recepcionar. Segui as instruções que o e-mail do DD tinha detalhado. Cheguei meio atrasado mas sem problemas pro encontro com o Vicenzo. Conversamos um bocado e ele me deu uma carta do Derrick pra ter acesso à biblioteca. Fui na biblio e fiz o cartão de usuário. Em 15 minutos tava com uma foto impressa e um numero de registro. Aí fui abrir uma conta em um banco pra receber a bolsa. Depois voltei pra biblioteca e fui escrever uns e-mails e ver o mercado imobiliário de aluguéis. Agora voltei de metrô pra casa aqui na Osington / Bloor. Ki dia!

31.7.05

o problema da governabilidade democrática na cibercultura

O projeto de Estágio Pós-Doutoral — Mobilidade e Mediação: O problema da governabilidade democrática na cibercultura — visa estimar o futuro da governabilidade democrática na sociedade, considerando as transformações introduzidas pelos dispositivos móveis de comunicação no funcionamento das redes interativas de comunicação distribuída. A problemática relação entre a mediação e a mobilidade nas redes interativas de comunicação distribuída faz das comunidades virtuais e das redes de parceria os principais agentes dos problemas de governabilidade para o Estado pós-moderno. Trata-se de uma pesquisa teórica, que analisa os conceitos de comunidade virtual, rede de parceria (P2P) e mediação, considerando tanto suas histórias, quanto suas fontes disciplinares. Sua hipótese básica é a de que a oposição entre a informação e a comunicação nas redes interativas de comunicação distribuída reflete o conflito entre o trabalho imaterial comunicacional e a propriedade privada da informação. As interfaces de comunicação exprimem esse conflito através da relação entre os diferentes modelos de construção de seus códigos e as diferentes práticas de valoração e qualificação social. Desse modo, a pesquisa teórica, que aponta o que deve ser observado, vai ser complementada pelo exame das estratégias comunicacionais implementadas nas interfaces. Este exame nos permitiria apresentar a hipótese do ciberespaço como um meio de multidão, contrapondo-se à imprensa como meio popular e ao rádio e à televisão como meio de massa. O estágio ganhou uma bolsa da CAPES e esta sendo desenvolvido no Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto, sob a supervisão do Professor Derrick de Kerckhove.