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19.6.08

celulares chegam a 130 milhões no Brasil

Segundo a Agência Estado, o mercado de telefonia móvel fechou maio com 2,815 milhões de novas habilitações, levando a base total a 130,5 milhões de assinantes. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), trata-se do maior número de adesões no ano. Um balde de agua fria para os cultores do tema da divisão digital.

emergentes vão guiar banda larga móvel

A Ericsson anunciou que os usuários de serviços de Internet rápida móvel podem crescer de 250 milhões para 2,2 bilhões em cinco anos, impulsionados por expansão exponencial em mercados emergentes. O crescimento será impulsionado pelos mercado asiáticos e latino-americanos.

21.10.07

twine: rede social com cérebro artificial

A Radar Networks, através do Nova Spivack, está lançando uma rede social aditivada com inteligência artificial chamada Twine (barbante), para invadir a seara dos Orkut, Facebook e MySpace. Ela é uma base de dados digitais com uma estrutura chamada pelo Spivack de semantica de grafo (semantics graph). Como nas redes similares, os membros do Twine ganham uma página própria através da qual geram suas informações e se conectam com amigos. Eles então podem construir "twines" (barbantes) de informações sobre quaisquer assuntos de seus interesses, que podem incluir texto, imagem, vídeo trazidos de qualquer fonte online, como Youtube, Amazon ou Flickr.

Mas o que faz a diferença é sua infra estrutura web semântica com capacidade de extender ontologia, enriquecida com meta-dados de referência cruzada que permitem ao Twine interpretar a informação que você introduz. Twine é capaz de categorizar dados automaticamente, aplicando-lhes conjuntos de rótulos (tags) relevantes ou seguindo suas ligações (links) para trazer suas informações. Seu objetivo é dar a cada membro ou grupo um dedicado bibliotecário virtual, trabalhando nos bastidores para organizar um bando de informações diversas ou mesmo caóticas, transformando-as em úteis formas estruturadas.

Por enquanto só existe uma versão beta do site, lançada na sexta depois de seu anúncio, para a qual você precisa ganhar convite. A versão demo era impressionante segundo Nick Carr mas para ele permanece uma incógnita saber se Twine é mesmo tão esperto quanto anunciado, pois o excesso de ruído nos resultados das operações vão encher o saco e espantar os membros. Se estiver à altura do propagandeado, Twine irá construir uma poderosa mina de dados semântica.

16.8.07

Robot SWORDS Patrulhando

Um filme no Youtube mostra o robo assassino em ação.

13.8.07

Entrando para o technorati

Technorati Profile
Technorati disse para criar uma nota com o link acima para ativar minha conta.

22.5.07

Seminário Blogs da FEEVALE

Virei mascate cultural. Tô indo de manhã pra FEEVALE de Nova Hamburgo para participar do Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital. Existe um Blog feito pra noticiar o evento. Depois eu conto mais. Mas quarta tô de novo em Vitória na barca Nômade!

21.5.07

Programa da Constituição do Comum

Voltei para dar uma redundada e publicar o programa do evento.

Seminário Internacional
A Constituição do Comum: Comunicação e cultura na cidade


DIA 21 DE MAIO - ESTAÇÃO PORTO / ARMAZÉM 5

9h - ABERTURA

9h30 - O PAPEL DA CULTURA E DA COMUNICAÇÃO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
João Coser - Prefeito de Vitória
Representante do Ministério da Cultura
Giuseppe Cocco - UFRJ
Maurizzio Lazzaratto - Universidade de Paris 1 (França)

14h - ESTÉTICA DA MULTIDÃO E REDES DE PRODUÇÃO CULTURAL
Bárbara Szaniecki - Universidade Nômade e PUC-RJ
Ivana Bentes - ECO-UFRJ / Universidade Nômade
Luiz Paulo Correa e Castro - Nós do Morro (RJ)
Moderadora: Maria Helena Signorelli - Secretária Municipal de Cultura de Vitória

19h - SHOW DE JAZZ NA CURVA DA JUREMA

DIA 22 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5

9h - DEMOCRACIA, LIBERDADE E RENDA NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
Andréa Fumagalli - Universidade de Pavia / Itália
Danise Dau - Secretária Nacional da CUT
Giuseppe Cocco - ESS/UFRJ
Moderador: Eliezer Tavares - Secretário Municipal de Geração e Trabalho e Renda de Vitória

14h - SUSTENTABILIDADE E GESTÃO DE PROJETOS CULTURAIS E DE COMUNICAÇÃO
Oona Castro - FGV
Paulo Lima - RITS
Júlia Zardo - Incubadora Cultural PUC/RJ
Dago Donato - Trama Virtual
Moderador: Tauro Lucilo Tessarolo (Companhia de Desenvolvimento de Vitória)

19h - COQUETEL DE LANÇAMENTO DA REVISTA GLOBAL N.9 E DOS LIVROS:
Estética da Multidão (Barbara Szanieck)
Glob(AL) (Giuseppe Cocco)
Revoluções do Capitalismo (Maurizio Lazzarato)

20h - Apresentação do Grupo Manguerê - Ponto de Cultura do Brasil/CECAES

DIA 23 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5

9h - DESAFIOS PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA
Paulo Henrique Amorim - Conversa Fiada/IG e TV Record
Antonio Martins - Editor de Le Monde Diplomatique Brasil
Raul Sanchez - Universidad Nomada (Espanha)
Ruth Reis - Secretária Municipal de Comunicação de Vitória
Moderador: Alexandre Passos - Presidente da Câmara de Vereadores de Vitória

14h - INTERNET: NOVAS FORMAS DE OPINIÃO PÚBLICA E DE CONSUMO
Edney Souza - Blog Interney
Gustavo Fortes - Agência Espalhe
Henrique Antoun - ECO/UFRJ
Moderador: Fábio Malini - Departamento de Comunicação / UFES

20h - PROGRAMAÇÃO CULTURAL NA ESTAÇÃO PORTO - MOSTRA CURTA GRAV CINEMA/VÍDEO

DIA 24 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5

9h - CRIAÇÃO DE ATIVOS IMATERIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES
Yann Moulier Boutang - Universidade de Compiègne (França)
Paulo Henrique de Almeida - UFBA / Governo do Estado da Bahia
Antoine Rebiscoul - Publicis (França)
Moderador: Alexandre Curtiss - Departamento de Comunicação/UFES

14h - DINÂMICAS METROPOLITANAS E POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO
Celio Turino - Secretário Nacional de Projetos Culturais/ MinC
Michelle Collin - CNRS e Institut Français D´Urbanisme (França)
Clara Miranda - Departamento de Arquitetura / UFES
Thierry Baudouin - CNRS e Institut Français D´Urbanisme (França)
Moderador: Kleber Frizzera - Secretário Municipal de Desenvolvimento da Cidade de Vitória

19H - Lançamento do Documentário Anjo Preto, de Gui Castor, sobre o sambista Edson Papo Furado.

20H - Show em comemoração ao Samba Capixaba, com a participação do cantor Monarco da Velha Guarda da Portela e da banda Sandália de Pescador (com diversos sambistas capixaba).

DIA 25 DE MAIO - ESTAÇO PORTO / ARMAZÉM 5

9h - PROGRAMAS DE ACESSO A INTERNET PÚBLICA: ESTRATÉGIAS E PARCERIAS
Marcos Dantas - PUC-RJ
Sérgio Amadeu - Faculdade Casper Libero
Luiz Fernando Barbosa - SEDEC/Prefeitura de Vitória
Rodrigo Mesquita - Radium System
Moderador: José Antonio Martinuzzo - Departamento de Comunicação - UFES

14h - NÓS, A MÍDIA: JORNALISMO CIDADÃO E O FUTURO DO JORNALISMO PROFISSIONAL
Roberto Romano - Zero Blog NetworkJornalismo
Ana Maria Brambilla - Editora Abril
Orlando Lopes - Ponto de Cultura/Guarapari
Moderador: Cleber Carminatti - Departamento de Comunicação/UFES

19H - Festa de encerramento na Estação Porto Armazém 5:
Tributo a Clara Nunes. Show com Denise Pontes cantando Clara Nunes e show com grupo de Minas Gerais Contos de Areia - um canto a Clara Nunes”.

Barca do Comum Atraca no Porto de Vitória

Esta nota vem direto da rede wi-fi da Estação Porto, Armazém 5, da CODESA em Vitória, ES, onde começou o seminário internacional A Constituição do Comum: Comunicação e cultura na cidade.

Cheguei ontem vindo do Rio no mesmo avião que o Beppo a Barbara e a Ivana. Vim sentado com a Ivana conversando sobre a ECO-UFRJ. Pode parecer loucura mas apesar de trabalharmos juntos, no dia à dia não dá pra conversar direito.

O vôo atrasou e chegamos depois das 22 horas. Deixamos a bagagem no Pier e fomos detonar um japa esperto, aproveitando para por os assuntos em dia. Mais tarde, no quarto, a boa surpresa: Internet wi-fi ou à cabo.

18.5.07

Ajudando a ajudar: Helpalot

Uma interface em versão beta, mantida pela Fundação Stichting Helpalot, ajuda as instituições caritativas e as pessoas com interesses filanrópicos a se encontrarem. O sítio é no modelo P2P e propõe que as empresas caritativas criem link dos seus projetos para ajudar aos filantropos a encontrarem onde aplicar seus caraminguás. Weinberger chamou o empreendimento de caridade das multidões em seu blog.

26.4.07

Governo e Subjetivação

Seminário do CIBERIDEA 2007.1

09/05 17 horas ECO-UFRJ sala 132

Relação consigo e governamentalidade. Os diferentes sentidos e períodos da relação consigo. Salvação, conversão e catarse. A epistrophé platônica. A metánoia cristã. Conversão do olhar e concentração atlética. Saber etopoiético e conhecimento fisiológico. A parrhesía do fisiólogo epicurista. A conversão a si. Metáfora da navegação e técnica da pilotagem como modelo de governamentalidade. Governamentalidade e a relação a si, contra a política e o sujeito de direito. Crítica da cultura. Cultura, gêneros de conhecimento e política. A Internet e as biotécnicas.

Bibliografia

Henrique Antoun

BRUNO, F. 2006. Dispositivos de vigilância no ciberespaço: duplos digitais e identidades simuladas. Revista Fronteira, 8(2):152-159.

FOUCAULT, M. 1981. “Omnes et Singulatim”: Uma crítica da razão política. In: MOTTA, M. (Org.) 2006 Estratégia, poder-saber, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro, Forense, p. 355-385.

FOUCAULT, M. 1983. Estruturalismo e Pós-Estruturalismo. In: MOTTA, M. (Org.) 2005 Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro, Forense, p. 307-334.

FOUCAULT, M. 1984. O que são as luzes? In: MOTTA, M. (Org.) 2005 Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro: Forense, p. 335-366.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 17 de março de 1976. In: Em defesa da sociedade, São Paulo, Martins Fontes, p. 285-315.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 10 de fevereiro de 1982. In: Hermenêutica do sujeito, São Paulo, Martins Fontes, p. 253-300.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 17 de fevereiro de 1982. In: Hermenêutica do sujeito, São Paulo, Martins Fontes, p. 301-350

LIU, H. MAES, P. DAVENPORT, G. 2006. Unraveling the taste fabric of social networks. International Journal on Semantic Web and Information Systems 2(1):42-71.

9.4.07

A Garotada Pertuba a Mídia no Orkut

Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o Orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.

1) O que leva adolescentes a revelarem detalhes algumas vezes vexatórios - como excessos com bebida, drogas e sexo - no Orkut?

Acho que a sensação de que aquilo vai ficar restrito ao circulo dos amigos, ou porque, sendo altamente oscilantes em sua afetividade e em sua química geral, de repente acham o máximo exibir algo sem ter uma noção muito clara das conseqüências. Acho também que os adolescentes atuais mudaram um bocado com relação aos adolescentes antigos e a história de cada um não é muito importante, a impressão que dá é a de que o perfil pode ser apagado e daqui a pouco ninguém mais vai se lembrar.

2) Como avalia essa prática de exposição na rede social? Como o revelar desses detalhes ajuda especialmente adolescentes a construir sua identidade?

Acho que estas exibições funcionam mais como experiências na esfera da audiência e teste na opinião de um público. Você sempre pode alterar seu perfil, ou criar outro perfil ou eliminar um perfil mal sucedido. Por outro lado, a rede social como o blog funciona como falar dos problemas com o motorista de taxi. A maioria não espera que ninguém além de um pequeno circulo de amigos vai dar atenção ao que esta sendo mostrado. O problema é a mídia focar aquilo e dar uma grande publicidade. Blog e rede social é um tipo diferente de conhecimento e informação. É o que o filósofo Espinosa chamava de conhecimento do terceiro gênero; um conhecimento intuitivo e afetivo onde você fala de seu mundo próprio e de sua afetividade. Esse tipo de conhecimento se transforma completamente quando transferido para a mídia de massa onde ele vai ganhar a face do preconceito e do julgamento moral.

3) Qual novidade o Orkut acrescentou ao processo? Como essa afirmação mudou antes e depois do Orkut?

Quando você conversava com uma turminha na adolescência em uma esquina qualquer a maior parte destas confidências podiam ficar resguardadas na memória destes amigos e mais tarde na certeza de seu esquecimento. O orkut possibilita a transformação deste material em notícia, levando os 15 minutos de fama para a vida deste adolescente. Por outro lado mostra pela diversidade de perfis e de grupos que cada um desenvolve esse desprezo pela história pessoal e pela identidade única. Os perfis valem pelo show que dão e são facilmente elimináveis pelo esquecimento.

4) Quais os benefícios que a rede social Orkut trouxe para essa construção de identidade, para a narrativa sobre si mesmo?

Acho que ela permite variar e diversificar os grupos, garantindo um relativo anonimato nessa imensa variedade de perfis e grupos. Esse si mesmo se narra diferentemente na vizinhança dos diferentes grupos em que o pertencimento é buscado e nas ações que os perfis desenvolvem. Uma das coisas que chamam a atenção é o gosto pelo apagamento dos perfis. O perfil se orkuticida e depois de algum tempo volta construindo novos grupos e novos nexos. Este si mesmo parece se narrar em função de coletivos que freqüenta e eventos que promove ou participa.

5) E quais os problemas?

Vários. Tem, por exemplo, o caso do jovem Brandon. Ele tinha um perfil chamado Ripper que freqüentava uma sala de chat com outros perfis jovens e ficavam competindo sobre drogas farmacêuticas ou não que consumiam. Um dia o Ripper resolveu barbarizar e ligou um canal de webcam onde nu e com a mesa abarrotada de drogas de todo tipo resolveu se exibir para o coletivo. Detonou todas e lá pras tantas mandou: Eu disse que eu sou barra pesada! Minutos depois ele morria. Se um jovem deste fosse das antigas, a zorra dele e dos amigos no quarto teria impedido isto de ir tão longe; e mesmo que fosse os amigos iam poder chamar uma ambulância. Mas a farra no coletivo virtual deixou todo mundo de mãos atadas sem saber o que fazer. Ninguém sabia de verdade quem era Ripper, qual seu telefone ou endereço. Por outro lado hoje ninguém fica marcado por coisas que faz. Não há mais o exame que constrói um histórico para dizer quem você é em função dos resultados. Há maior plasticidade pois o registro se preocupa em recolher os padrões das decisões e ações para adivinhar como um perfil vai agir numa situação dada qualquer.

6) Há diferenças entre o que é revelado e onde é revelado? Como se concilia a pressão e o desejo por ser descolado e passar essa imagem a uma rede de possíveis (futuros) conhecidos com a cobrança dos amigos pela discrição ou pela sinceridade no preenchimento do formulário do Orkut?

Não acho que seja tão dramático. Adolescente sempre mentiu muito, fantasiou muito e os grupos adolescentes lidam bem com isso. Mesmo a exposição na mídia de massa pode ser algo relativamente indolor. Pode tanto ser o trampolim para uma carreira artística quanto uma experiência que acrescenta algo que o perfil pode usar. O fato é que a sinceridade parece ser de ocasião; seja porque o adolescente esta num grupo puramente virtual protegido por um anonimato - como a turma que ia para os postos de gasolina, entravam em carros desconhecidos e iam para festas ficar com um monte de gente; coisa que não faziam no circulo das amizades escolares ou familiares -; seja porque o grupo pequeno e restrito de uma comunidade qualquer não pareça ser um lugar onde o que se diz vá despertar atenção geral. Como eu disse, são milhões de perfis e milhões de pequenos grupos.

7) Quanto desses relatos são verdadeiros? Pais e autoridades devem se preocupar com confissões feitas no Orkut ou a maior parte é apenas falácia?

Quem ainda se lembra da própria adolescência sabe a quantidade de estória que se inventa pelos motivos mais estranhos e irracionais. Fazer grandes alaridos disto só se explica por sensacionalismo. Teve um momento em que as autoridades pareciam mais interessadas em pendurar uma melancia no pescoço do que em tratar com seriedade os crimes de sua alçada. Culpavam a comunidade que tinha a afirmação de dirigirem bêbados por um desastre provocado por um jovem motorista bêbado. O que se escreve em blog ou em interface de rede social está muito mais próximo da literatura, e se eu crio uma comunidade intitulada "eu atropelo velhinhas" só um débil mental julgaria que o grupo é de assassinos de senhoras idosas. Não é uma escrita noticiosa, mas algo um tanto literário e fantasioso que procura dar contas dos diferentes afetos que atravessam os jovens.

8) O Orkut é muitas vezes acusado de não colaborar com a Justiça e de permitir a veiculação de informações que promovem e incentivam a pornografia, o crime e o abuso de drogas. Acredita que a tecnologia deveria ser adaptada - e de que forma - para conter a superexposição - exigindo por exemplo uma confirmação de que se é maior de 18 anos para entrar em determinadas comunidades ou criando "flags" para os conteúdos?

Eu fico me perguntando o quanto essa opinião pode ser levada a sério. Ou melhor, a`mídia de massa espernearia se tentassem lhe imputar essa imagem, embora sua programação seja muito mais promotora de crime, drogas e pornografia; mas como o Orkut esta roubando o público das TVs, esses mesmos canais ficam cinicamente tentando eliminar a concorrência excitando os oficiais de justiça e os formadores de opinião. E porque não bloquear a entrada da imagem nos canais de TV e só permiti-la depois que aquele que esta assistindo preencher um longo formulário em três vias?

9) Recentemente uma brasileira chamada Ana Ferreira vendeu uma foto em que aparecia sendo abraçada de modo nem tão inocente pelo príncipe William. No Orkut, a estudante chegou a mencionar as vantagens obtidas com a venda da foto. Depois, arrependida, retirou o perfil do ar. Esse tipo de conduta é comum? O que revela sobre os usos da tecnologia das redes sociais?

Ela conversava com a turma dela. Quando a mídia de massa lançou sua luz sobre isso ela ficou exposta e o que ela mostrava e dizia passou a ser julgado preconceituosamente. Ela apagou o perfil. Daqui a pouco pode voltar com outro e todo mundo já esqueceu o episódio. Fico me perguntando que garota não contaria para as amigas que um príncipe pusera a mão em seus seios. Tem gente que "mataria" para ter um assunto destes para contar para as amigas. Com foto melhor ainda. É a prova de que foi verdade. Material manipulado por príncipe ganha um alto valor no mercado do status e da inveja.

8.4.07

Boyd, Scholz & Zuckerman live @ The New School

Vai ser na sexta 13, das 6 às 8, a apresentação Democratização e a Esfera Pública em Rede; na The New School, Theresa Lang Community and Student Center, 55 West 13th Street, 2ndo andar, NYC. Com certeza é meu dia de azar pois, ao q tudo indica, não poderei assistir. Achei no blog do Weinberger o aviso. Goglei e vieram 37 resultados.

Danah vai discutir 4 pontos: o público em rede está mudando o modo como a vida pública se organiza; nossa compreensão do público e do privado foi completamente mudada; participação na vida pública é fundamental para o funcionamento da democracia; o acesso imediato dos jovens à vida pública foi destruído e agora tenta-se destruir seu acesso mediatizado à essa vida - com tristes consequências para a democracia. Todas essas questões são vitais para mim também. E a paladina da garotada vai detonar!

Scholz vai falar do paradoxo do trabalho afetivo e imaterial que garante o conteúdo dos 10 sítios de maior tráfego, que por sua vez cobram e ganham rios de dindin com isso. O comunismo das redes (apud Malini) alimentando o q pode ser o crepúsculo do capitalismo. Ele vai baixar o cacete nessa naturalização da fábrica social e bradar por proteção pública ao comunal que o público produz.

Zuckerman vem com o ativismo e o jornalismo público da mídia cidadã no mundo em desenvolvimento, criticando o ciberutopianismo e mostrando o modo escroto como as corporações e os governos tentam destruir essas experiências.

Tô matando por uma pasagem de ida e volta. :-)

8.3.07

O Futuro da Educação é Google

Se vc perguntar qual o futuro da educação pro Harold Jarche vai ouvir ele dizendo: é Google! Para ele Google é o melhor sistema de gerenciamento de aprendizado. Ele cita Donald Clark q considera os 5 maiores brands globais na persepectiva do aprendizado como sendo Google, Apple, YouTube, Wikipedia e Starbucks. Para Clark o aprendizado cotidiano esta divorciado da academia. Todos ests brands, para Jarche, capacitam aprendizado informal, gerenciamento de conhecimento básico ou colaboração em escala local ou global. Brian Alexander concorda e acrescenta que esse divórcio vem de longa data desde o surgimento da TV a cabo. Para Brian a Internet apenas tornou mais visível o caminho paralelo do aprendizado. O segredo é o faça voce mesmo liberado pela rede que possibilita resgatar a tradição da comunicação oral e dos conselhos do tipo como faço? pertencentes a essa cultura. Como sempre repete Brian a Internet desfamiliariza.

27.2.07

Blog vai acabar com jornal?

Esse tipo de questão volta toda hora. Vou dar meus 2 cents pra ela. A primeira coisa a chamar a atenção é o tipo de info que blog e jornal oferecem. É uma info muito diferente. As pessoas lêem e frequentam blogs procurando uma info afetiva e não uma info genérica, pura e simplesmente. Vc lê os afetos e não o conteúdo das idéias ou opiniões em um blog. Pra ler o conteúdo elas tem os jornais. O blog é lido pq eu amo ou odeio o q o blogueiro escreve, o jeitão dele escrever, o mundo próprio dele. No blog o conhecimento de terceiro gênero é + importante. Vc quer fazer parte de uma comunidade de interesses.

Sem querer aborrecer d+ todo mundo com filosofia; o conhecimento de primeiro gênero é o conhecimento "pelo signo"; do tipo ouvi falar, vi na novela, assisti no filme, li no livro.... Conhecimento onde a experiência não conta e o que conta é "o q todo mundo acha", "diz", "julga". O conhecimento pelo signo é a principal fonte do preconceito e da superstição. É tb a principal fonte política da dominação. Hj em dia o conhecimento do primeiro gênero é o conhecimento pela mídia: jornal, tv, etc. Neste tipo de conhecimento o q conta é a autoridade: sacerdotes ou instituições. É o império dos formadores de opinião.

O conhecimento de segundo gênero é o conhecimento pelas noções comum. Pra simplificar é conhecer usando a própria experiência para selecionar os encontros: evitar os maus encontros e procurar os bons encontros. Se alguém te enche o saco no bar mas te entusiasma no estudo, só o encontre pra estudar. Esse conhecimento é racional pq vc usa a observação e a experiência para fazer uma vida de paixões alegres, destituindo as paixoes tristes de valor. As noções comuns são coisas comuns aos corpos e são mais ou menos gerais na medida que se aplicam a mais ou menos corpos. Extensão, movimento e repouso são comuns a todos os corpos - participam da composição deles. O sentido das noções comuns é biológico, exprimindo as relações de conveniência ou de composição. As noções comuns não constituem a essência de nenhuma coisa singular.

O conhecimento do terceiro gênero é o conhecimento que faz conceitos claros e distintos das afecções e afetos que provou. O conhecimento pelo entendimento do afeto e da afecção trazido pela idéia ao espírito. É o entendimento da alegria de seu mundo próprio e das paixões alegres; ou seja das paixões ativas e produtivas em vc. Por isso Spinoza dizia q nesse conhecimento vc encontra seu lugar no mundo e em Deus. O terceiro gênero de conhecimento tem por objetivo tornar consciente da idéia de Deus, de si mesmo e das outras coisas, ou seja fazer estas idéias tais como elas são em Deus se refletirem em nós.

Na discussão dos blogs como ameaça aos jornais, Fala-se da concorrência dos dois como fonte de informação. Mas ninguém lembra q o tipo de info dos dois é diverso. No jornal o conhecimento de primo gênero é o dominante. No blog prevalece o de terceiro gênero.

7.3.06

A Resistência Sem Líderes

Muita gente acha que essa história de milícias não se pode aplicar ao Brasil. Com certeza, pois as milícias não fazem parte de nossa história. Lampião é bando, banditismo e insurreição; não é sedição. Mas eu falei das milícias pq ali começava a se desenvolver a organização sem líder, operando pela comunicação interativa distribuída. E milícia é revolução de rico, mui apropriado à pós-modernidade.

Outros reclamaram que não peguei um exemplo brasileiro, e que esses exemplos dos estados unidos não interessam pq não servem para nós. Muita gente que trabalha com a cibercultura acha que o importante é a tecnologia comunicacional, a cultura seria secundária. Dei exemplos dos EUA pq queria falar do movimento que nasceu em Seattle em 1999 e estancou com a explosão das torres da OMC em NY.

Poderia ter dado o exemplo do Zapatismo que é considerado pelos militares e pelos militantes um exemplo de resistência sem líder. Foi no Zapatismo que Seattle engatinhou; pois pela primeira vez a segmentaridade das organizações em rede podia ser ultrapassadas por um movimento maior, uma grande onda.

O EZLN fala todo o tempo em insurreição e não em sedição. Mas o motor do Zapatismo é a confluência de várias redes que se conectam criando uma grande rede produtiva.

13.2.06

Petição pede abertura do debate da TV digital

Segue uma petição que ta rolando na Internet pedindo a interrupção da decisão sobre a TV digital e a abertura do debate para a sociedade brasileira. Pelo texto da petição a Globo e o Ministro querem o modelo japonês (TV no celular). Vou publicar ela e seus links abaixo.

Por um Sistema Brasileiro de TV Digital de Interesse Público

assine essa petição,
veja as assinaturas.

To: Governo Federal Brasileiro

PELA INTERRUPÇÃO IMEDIATA DAS DEFINIÇÕES ACERCA DO SISTEMA BRASILEIRO DE TV DIGITAL, PELO AMPLO DEBATE SOBRE O TEMA COM A SOCIEDADE E A FAVOR DE UMA TV E RÁDIO DIGITAIS A SERVIÇO DO INTERESSE PÚBLICO

Sem a necessária participação da sociedade civil, o Brasil parece caminhar para um dos momentos mais importantes dos últimos anos: a definição sobre o processo de digitalização da transmissão e recepção dos sinais da TV e do Rádio. Dependendo das definições acerca do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), o processo de digitalização pode dar ao Brasil uma TV e um Rádio mais democráticos, com a multiplicação de emissoras, garantindo mais pluralidade e diversidade na mídia brasileira, mas pode também aprofundar a já exagerada concentração dos meios de comunicação, na qual duas redes dominam 75% da audiência e oito grupos monopolizam os canais abertos de televisão. As escolhas feitas a partir de agora também podem garantir a promoção do maior programa de inclusão digital da história do país, levando para 96% das pessoas que assistem TV recursos da Internet, especialmente os serviços públicos, mas também podem manter a televisão apenas como aparelho receptor, sem possibilidades de interatividade, em um país em que 78,5% dos domicílios não têm acesso à rede mundial de computadores.

O SBTVD, a depender das definições do governo, pode desenvolver a indústria nacional e fazer com que deixemos de transferir para os países desenvolvidos as riquezas nacionais sob a forma de pagamento de royalties, mas também pode aprofundar o déficit comercial na balança de eletroeletrônicos, que chega a US$ 8 bilhões por ano.

JOGOS, TRAPAÇAS E A RELAÇÃO PROMÍSCUA ENTRE O MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES E AS ORGANIZAÇÕES GLOBO

No dia 31 de janeiro, em audiência realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu abertamente os interesses do maior grupo de comunicação do país, as Organizações Globo. Segundo o ministro, o chamado “padrão japonês” (ISDB) é o melhor e mais apropriado para o Brasil. A mesma defesa, com os mesmos argumentos, é feita pela Rede Globo em documentos públicos. No Jornal Nacional do mesmo dia, em evidente orquestração, uma matéria sobre o assunto abordou a escolha do padrão japonês como algo inevitável, colocando as demais opções como não adequadas ao Brasil e ao seu futuro. Numa demonstração explícita de chantagem pública, o ministro afirmou que o presidente Lula está com “a bola na marca do pênalti e que a depender da escolha, pode fazer um golaço”. Como pano de fundo das frases de efeito de Hélio Costa estão os interesses privados da Globo e as eleições 2006. A sociedade precisa ter clareza dessa relação.

A Globo e seu mais dedicado ex-funcionário Hélio Costa tentam convencer a população de que a grande questão está na mobilidade e na portabilidade da TV Digital, ou seja, na possibilidade da TV ser transmitida para celulares e terminais em veículos em movimento. Com o discurso de que somente o padrão japonês atenderia a essas demandas, o que não é verdade, desvirtua as questões centrais envolvidas no tema e volta a colocar em debate a definição entre os três padrões (japonês, europeu e norte-americano), tentando retirar da pauta elementos desenvolvidos por diversos consórcios de pesquisa no país.

Não é aceitável que uma empresa que se beneficia comercialmente de uma concessão pública possa utilizar-se do alcance de sua emissora em todo território nacional para pautar a sociedade com informações distorcidas e mentirosas. Não é possível que a classe política, em nome de mais um mandato, se curve às chantagens editorializadas feitas por veículos de comunicação que, caso queiram, podem destruir a imagem de um candidato. Não é aceitável que o país perca mais uma chance para democratizar a comunicação, promover a sua diversidade cultural e incentivar o desenvolvimento do parque industrial nacional no setor que vem se constituindo como o mais importante da economia mundial. Não é aceitável que mais uma vez a sociedade seja alijada do processo de decisão sobre as questões relativas à comunicação, esfera da vida pública fundamental para a formação de valores e idéias, assim como para a circulação da produção cultural nacional.

É EM NOME DO INTERESSE PÚBLICO, DA DEMOCRACIA E DA TRANSPARÊNCIA QUE A SOCIEDADE EXIGE DO GOVERNO FEDERAL E DO CONGRESSO NACIONAL A DISCUSSÃO IMEDIATA DO TEMA DE MANEIRA AMPLA E TRANSPARENTE, COM PARTICIPAÇÃO ATIVA DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA, POR MEIO DE AUDIÊNCIAS E CONSULTAS PÚBLICAS, SEMINÁRIOS E O FUNCIONAMENTO EFETIVO DO COMITÊ CONSULTIVO. EXIGIMOS O ADIAMENTO IMEDIATO DE QUALQUER DEFINIÇÃO EM RELAÇÃO À TECNOLOGIA A SER ADOTADA, JÁ QUE, SOB O PRISMA DO INTERESSE PÚBLICO, NÃO HÁ QUALQUER MOTIVO JUSTIFICÁVEL PARA A PRESSA EM TAIS DECISÕES.

Sincerely,

assinaturas.

Assine essa petição.

Mande essa petição para um amigo.

4.2.06

Notebooks vs. Celulares Divide WSIS 2005

Uma matéria do John Markoff publicada em 30 de janeiro no NYT anunciou o confronto entre o dono da Microsoft Bill Gates e o fundador da WIRED e diretor do laboratório de tecnologia de mídia do MIT Nicholas Negroponte sobre a solução para a divisão digital.
A "cura" da divisão digital
Gates diz q é o celular envenenado com MS e adaptado a TV e teclado. Negroponte quer laptop de US$100,00 envenenado com linux e conectando em rede mesh a US$50,00 ou US$24,00 o ponto de alta velocidade. Uma coisa é certa nessa conversa: a divisão digital é um divisor de águas para definir a tecnologia campeã no mundo globalizado. Como disse John Paul na Next Billion na matéria Um Telefone Celular por Criança? a verdadeira história talvez seja a de que dois times inovativos e bem patrocinados estão guiando um crescente pacote de competidores buscando levar os computadores para as massas.
Manivelas, Teclados e TVs
Existem críticas válidas para ambas alternativas. A crítica mais ácida ao projeto de Negroponte diz respeito à energia para fazer o laptop funcionar. Como Guy J. Kewney aponta na News Wireless Net, na matéria Faz um ano desde o PC de $100 do Negroponte, e Bill Gates tem uma idéia melhor, os chips da AMD não são famosos por ter um perfil de baixo consumo de energia, ao contrário dos chips da VIA Technologies. Essa escolha gerou o comentário de Kewney de que Negroponte não tem idéia melhor do que gerar a energia por manivela... Por outro lado o plano de Gates pressupõe ambientes com TV e teclado para o celular ser conectado através de dispositivos especiais. Isto esta longe de ser um padrão de equipamento para ser encontrado em ambientes de alta pobreza. Outros pontos criticados por Eric Bangeman na Ars Tecnica na matéria Alternativa da Microsoft para o US$100 laptop: o telefone celular foram a pobreza de definição dos monitores de TV, que dariam dor de cabeça nas crianças, e o uso do Windows Mobile que não é usado pelos celulares.
No WSIS 2005 na Tunísia a cara do laptop
A BBC antecipou a ação na matéria Design do Sub $100 laptop revelado. O Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, apresentou junto com o Negroponte o protótipo do hundred dolar laptop ao público no WSIS (World Summit on the Information Society) na Tunísia. Tem 3 fotos do protótipo, 1 aqui, outra ali e outra acolá. Tem tb o comunicado ONU/MIT em inglês, árabe, francês e no original, todos em Real Player. Uma lista do que tem o laptop é reveladora:
500 MHz CPU e 4 USB portas
Tecnologia de redes sem fio e redes mesh
4 C - baterias de celular e uma manivela para gerar energia
Tela de 7 polegadas LED Magic Faerie Dust com definição de 640 por 480
128 megabytes de memória RAM e 512 megabytes de memória flash
Sistema Operacional Red Hat Linux
A crítica sobre a geração de energia não parece ser fora de propósito, ainda que Negroponte garanta que 1 minuto de geração manual garante 30 minutos de uso. Dificil imaginar crianças gerando a energia do laptop com a manivela, embora essa seja uma alternativa para quando não houver outra fonte de energia. O laptop foi apelidado carinhosamente de máquina verde pelo Media Lab do MIT. Charles Jade comenta na matéria US$100 laptop revelado da Ars Tecnica que Negroponte soa como uma criança dos 60 que viu muito Capitão Planeta nos 90. Mas acaba tocado pelo comentário de Negroponte de que em uma casa sem eletricidade ele será a luz mais brilhante da casa, a luz mais brilhante... Ele fecha o artigo exclamando: Brilhe, Sr. Negroponte, brilhe.
Diferença entre celular e laptop?
Independente da picuinha dos dois, continua válida a discussão que estão travando, afinal qual o futuro da comunicação em rede? O laptop ou o celular? Cada vez mais os dois possuem conteúdos similares. Por isso mesmo a questão não é o recheio, mas o meio e aquilo que ele capacita. Alguém arrisca um palpite da diferença entre os dois meios? Tenho muitas dúvidas sobre qual seria o verdadeiro pomo da discórdia...

27.11.05

Caindo das Nuvens

Terminada minha experiência na nuvem da biblio resolvi entrar numa cafeteria pra escrever sobre o que tinha acontecido com + vagar. Na Bloor / Spadina fiquei oscilando entre o tradicional Starbuck e o canadense Second Cup. Acabei indo pro canadense atraido pelo cartaz: hot spot Rogers. Yeeaaah. A gente sempre ve na TV e nos filmes as pessoas trabalhando com seu notebook nessas cafeterias. Peguei um chocolate quente ultra incrementado, pois fui dizendo sim pra tudo que a atendente perguntava. Sentei numa mesa, abri o toshiba, liguei e fiquei esperando.... O icone da anteninha não armava e eu abri o prog e mandei escanear. Ele achou um Rogers e eu selecionei. A anteninha armou e começou a irradiar. Eu estava conectado. Estava? Abri o explorer e veio uma pg pra la de fajuta da Second Cup mandando eu identificar meu provedor ou entrar meu cartão de crédito. Eu seria cobrado pelo tempo de utilização. Ninhuma palavrinha sobre quanto era pra navegar naquela nuvem poluida e fedorenta. De repente caiu a ficha: Rogers/Second Cup Bells/Starbuck. Lembrei de novo das imagens que aparecem, o ambiente, o tipo de cara afrescalhado e pirua desfilando, aquele aquario pra fisgar peixe bobo... E eu comecei a entender porque o black block e a garotada quebra aquela pôrra daquelas vidraças nas manifestações. Rogers hotspot? Bells hotspot? To fora. Sou coolspot. To atirando a primeira pedra nessas bostas sem pensar 2 x.

Andando nas Nuvens

Resolvi fazer uma experiência com o velho toshiba wireless. Botei ele na bolsa e fui pra Robarts. Ele se conectou de prima, sozinho, usando o x-micro 802.11b. Ai fui com ele pra entrada da casa que vou morar, na 14 Glen Morris. Ele conectou de novo na nuvem de conectividade da UoT. To eu aqui dedilhando essa nota, imerso, passeando nas nuvens com meus dedos congelando a -5 graus celsius. As vezes a vida nos sorri e pisca o olho...