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6.7.08

Petição em defesa da liberdade na Internet


Se vc ta tiririca com essa lei estúpida do Senador Azeredo corre que ainda dá tempo de assinar a petição pública MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA. Gestada inicialmente como um manifesto no blog do Sérgio Amadeu, ela foi escrita para dar à comunidade acadêmica, formada por professores, alunos, pesquisadores e afins uma palavra contrária a aprovação de uma lei que proíbe na prática o próprio funcionamento da Internet. Logo se ampliou e virou uma petição. Cory Doctorow do Boing Boing - blog do EFF - comenta a lei maligna - EVIL! EVIL! - desse bisonho personagem. Ele recebeu a informação do Pedro Paranaguá, da equipe da FGV. Esse movimento está cheio de gente boa como o Ronaldo Lemos, ex-diretor do EFF, diretor do Creative Commons no Brasil e Coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV - onde o Pedro trabalha também -, o André Lemos, ex-presidente da COMPÓS e pesquisador da cibercultura, o João Caribé, jornalista e blogueiro, a Fernanda Bruno, professora da ECO-UFRJ, pesquisadora do CIBERIDEA e blogueira, o Marcos Palácios, professor, jornalista e blogueiro, a Adriana Amaral, professora, pesquisadora, dj, blogueira, a Raquel Recuero, pesquisadora de redes sociais e professora, o Marcelo Träsel, pesquisador e blogueiro do Martelada e da Nova Corja, e muito mais gente pra lá de legal e porreta. Corre lá para assinar q o tempo tá voando!!!

1.7.08

lei quer pôr na cadeia quem troca dados


Uma lei para lá de estúpida, do Senador Azeredo (PSDB mineiro), considera traduzir um mangá um crime tão grave quanto roubar dinheiro de um aposentado. Se essa lei passar toda troca de dado ou informação na Internet poderá constituir um crime grave passível de prisão. Essa lei absurda - do projeto Substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000 do bisonho senador tucano - foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e aguarda recebimento de emendas até o dia 3 de julho. Enquanto o projeto aguarda sua votação uma longa fila de choronas, orquestrada por uma trêfega apresentadora de tv, contam semana após semana suas supostas mágoas por conta de fotos espalhadas na Internet sem autorização. Se essa lei idiota passar ninguém poderá usar nenhum arquivo sem autorização expressa de seu autor. Mobilize sua associação, fale com os amigos, grite enquanto ainda se pode impedir essa aberração que transformará mais um atentado contra a inteligência em lei pátria. Leia mais no Blog do Sérgio Amadeu, na Nova-E, no Dispositivos de Visibilidade, no Carnet des Notes.

5.10.07

guerra do Iphone: hackers liberam acesso

Eles fizeram isso de novo. Os hackers conseguiram quebrar a segurança do Iphone restaurada pelo upgrade de programa da Apple. Como haviamos noticiado antes a segurança do Iphone havia sido rompida. Mas ela foi restaurada pelo firmware 1.1.1 da Apple. Na noite de 4 de outubro, entretanto, dinopio e Edgan levaram a quebra de segurança para um novo patamar ao conseguir acesso para a árvore de arquivos da versão 1.1.1 do programa de funcionamento do Iphone durante o upgrade. Deste modo agora é possível fazer o upgrade da versão 1.0.2 para a nova versão, tendo acesso ao sistema de arquivos para quebrar as restrições de uso existentes. Se você quer reproduzir a experiência tem um passo a passo no tuaw, o blog não autorizado da Apple onde se pode também ter acesso ao programa para fazer a mudança. O An Iphone Blog foi criado apenas para dar conta das novidades.

28.9.07

DRM é usado para roubar informações dos usuários

O DRM viola as leis de privacidade, diz um estudo canadense, segundo matéria de Mylène Neno.

Um novo estudo realizado pela Clínica Canadense de Políticas de Internet e Interesse Público (CIPPIC, na sigla em inglês), da Universidade de Ottawa, conclui que muitas implementações de DRM (Digital Rights Management) violam as leis de privacidade do Canadá por coletar informações pessoais inadequadas, incluindo endereços IP.

Segundo o site Ars Technica, os autores do estudo monitoraram as transmissões de DRM enviadas por programas como iTunes, Zudeo (atual Vuze) e Half-Life 2, a fim de descobrir que tipo de informação era coletada por cada esquema DRM e para onde era enviada.

Esquemas de DRM dependentes de rede, ou seja, que necessitam de conexão à internet para que o usuário adquira a licença de uso, enviam dados para terceiros como Akamai, Omniture e DoubleClick. As políticas de privacidade para esses produtos mostram-se falhas, pois divulgam essas transmissões à terceira parte envolvida no processo

Leia mais no Yahoo Notícias. O estudo completo, em inglês, pode ser lido no atalho.

18.8.07

iPhone burla restrição da ATT

Embora muito popular, o iPhone só funcionava com a rede da ATT através de um contrato de 2 anos que custava 175 dólares. Impulsionado por este desafio, o grupo iPhone Dev Wiki abriu parcialmente o dispositivo de maneira que ele agora trabalha com a rede ATT ou o cartão Cingular SIM sem precisar de um novo e exclusivo contrato. O autor da proeza foi Jon Lech Johansen, o famoso DVD Jon que abriu a proteção da cópia dos DVDs. Jon conseguiu fazer o iPhone tocar música e funcionar em regime wi-fi sem precisar do contrato da ATT. A notícia chegou pelo blog Techno Wiki.

3.5.07

Guerra do Código Incendeia a Web



Uma seqüência hexadecimal está criando o maior rebuliço na web e no mundo da mídia de massa: 09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0. Por causa dela mundos e fundos estão sendo levantados para impedir, em vão, sua publicidade. Trata-se da chave criptográfica que quebra o sistema AACS (Advanced Access Content System) dos HD-DVD e do Blu-Ray com filmes e jogos com imagem de alta definição. Com eles vc pode ver os mais recentes títulos em qualquer mídia, pois eles são a chave que abre a porta artificialmente trancada.

Quando o hacker canadense Muslix64 criou o patch do Blu-Ray - no final de 2006 - era apenas a quebra do código de um disco. Mas trabalhando com a turma do Doom9 - eu amo esses caras - criou um gerador de chaves que funciona tanto no HD-DVD, quanto no Blu-Ray. E a divulgação da chave se alastra como um virus pela web desde que os blogs se viram compelido pelo AACS a tirar a informação do ar pq estavam divulgando a chave. Como no caso da chave do DVD - a famigerada CSS - a reação da indústria de massa provocou uma insurreição na rede. Desenhos, fotos, camisetas, música e o q mais vc puder imaginar estão sendo utilizados para divulgar essa chave mestra criptográfica que abre qualquer porta. A música feita por Keith Burgon cantando o código com sua guitarra acústica, conhecida como Oh Nine, Eff Nine, já é um hit no YouTube com dezenas de milhares de audições.

As indústrias de massa continuam tão estúpidas quanto antes. Como os imperadores antes de sua decapitação, são incapazes de aprender qualquer coisa. E Lehman, o pai de toda essa excrescência, parece ser a única pessoa sensata quando disse que o DMCA estva morto no Digital Dystopia da McGill.

O fato das empresas empalidecerem, mandando seus gerentes apagar o código à força dos blogs e dos sítios onde são publicados gerou uma outra insurreição. Pois quanto mais se apagava o código, mais ele se multiplicava; como uma espécie ameaçada de extinção. Com sua divulgação aqueles discos Blu-Ray e HD-DVD estão desprotegidos. A criptografia da indústria de massa sempre será falha e porca, porque seus segredos tornaram-se de polichinelo na era da multidão.

Um efeito colateral curioso foi a revolta do Digg. Rede social de notícias, o site ameaçado de processo pela AACS, começou a apagar as publicações do código. Mas no Digg as pessoas publicam, votam e definem o que é importante para ir à página principal. Os usuários se auto-regulam e intervenções externas acabam causando coisas estranhas, facilmente percebidas pela comunidade. Os usuários reagiram ao apagamento sistemático e inventaram uma "bomba" que fazia com que qualquer matéria da primeira página remetesse ao código proibido. Ao final do dia o fundador do sítio, Kevin Rose, reconsiderou a insanidade da exigência e publicou o código no próprio blog da direção do Digg, liberando a publicação dele no sítio, junto com uma declaração de que aquela comunidade havia decidido que preferia ver o Digg cair lutando (contra a lei) do que vêlo dobrando-se frente a uma companhia maior. Ele termina dizendo: Se perdermos, que diabos, pelo menos morremos tentando. O fato é que o processo contra uma rede como o Digg facilmente pode se tornar um tiro que sai pela culatra contra a AACS e demais leis assemelhadas. Sendo um sítio governado e mantido por gente de mídia, uma campanha por fundos para o processo e de mobilização contra as indústrias pode ser o rastilho de uma incontrolável explosão, como lembra o Mashable.

Seja como for, a coisa ficou preta para o CEO Jay Adelson. Ontem apareceu no Digg um artigo criticando-o. O artigo vem do blog Valleywag. Nele o blogueiro Nick Douglas critica o CEO do Digg, acusando-o de mentiroso e comprometido, por causa das entrevistas que esta dando desde que o evento pegou fogo. Nick mostra que o setor de Relações Públicas da empresa esta indicando Adelson para falar em nome da Companhia, mesmo que vc implore por Kevin. A escolha de Adelson para falar, ao invés de Kevin, marca uma decisão dos PR da firma por prudência. E o CEO, de olho nos bilhões que pode perder, tenta minimizar o incidente e apagar as chamas da revolta. Ele deu declarações para o New York Times, o Fortune, o Business Week e a Wired. Mas Adelson foi o escroto que anunciou o apagamento das mensagens com os códigos, para acatar o pedido do AACS, em uma nota onde não só afirmava a decisão de continuar fazendo isso, como parecia concordar com a justiça do pedido. Aí o fundador da empresa, Kevin, publicou ele próprio o código no blog da empresa, obrigando Adelson a recuar. Tudo indica que a PR achou mais prudente botar o Adelson pra falar, tentando evitar o processo. Mas os usuários do Digg querem a cabeça do bundão e escolheram Nick para ser seu porta voz. O Valleywag tem sua própria versão de todo o incidente e ela é bastante cáustica.

Já há quem compare toda essa movimentação com a carta impressa de Lutero pregada na porta da Igreja, que desencadeou a Reforma. Ela marcou a entrada em cena do poder da imprensa na sociedade e o poder da consciência individual na formação da massa. Poder este que gerou a mídia de massa e os formadores de opinião. A guerra do código que quebra a criptografia do HD-DVD e do Blu-Ray marca a afirmação dos que se envolvem com as práticas das mídias digitas como cidadãos digitais, e não mais consumidores.

HD-DVD Hacked!

10.4.07

Morte, Drogas e Microsoft

Vc sabia que a Microsoft morreu? Não? Então corre pra ler o arrazoado de Paul Graham a respeito! É bem verdade que o Dan Dodge diante da novidade esta perguntando em que caverna Graham esta morando ou que drogas ele anda tomando. Os pontos da argumentação de Graham não podiam ser + bombásticos: Google é o terror; Ajax é o ó do borogodó da programação; a banda larga acabou com o desktop PC e Apple über alles é o q se vê por aí. Eu tava achando Dodge exagerado, mas depois deste arrazoado acho ele tímido. É bem verdade que o cartoon do Hugh foi cruel. Mas a pergunta de Dodge foi ainda mais cruel: desde quando ganhar 4 bi por ano = estar morto? Uaaaaaauuuuu, até eu queria estar morto, ganhando essa grana. De qualquer maneira Rick Segal pondera no Post Money Value pro exagero da afirmação e lembra que a M$ esta diversificando seu mercado com XBox. Dave Winer nos lembra no Scripting News que já ha um bocado de tempo a M$ vem se tornando + e + irrelevante: Afinal, eles tentaram enterrar a Web pra proteger o Office. O problema é que a Web desviou deles. Bryan Alexander termina por nos lembrar no Infocult que esta foi apenas uma das maneiras de escrever muuuuuito mal sobre cibercultura, falando empolgadamente da morte dos que estão passando muito bem. Vou ficando por aqui porque ta de bom tamanho. :-)

9.4.07

HP Encara Grande Demanda de Linux

Cada vez + -parece se confirmar o dito de Lehman: o gato fugiu do saco. Eu tendia a pensar q o +or concorrente do Vista seria o próprio XP. Mas as notícias estão dando conta de uma significativa demanda pelo linux, a par a nerdice q se atribui a ele.

Enquanto a Dell aparentemente encontra dificuldades em decidir como reagir à sua própria pesquisa que mostrou que seus usuários desejam micros pré-instalados com Linux, a HP resolveu aproveitar a oportunidade e procurou a imprensa para falar sobre seus projetos em andamento para oferecer vários milhares de PCs com Linux no desktop. O representante da empresa foi intencionalmente vago sobre os detalhes, mas deixou muito claro que os projetos em andamento são reais e que constituem um indicador de que o Linux no desktop pode estar alcançando a massa crítica suficiente para atrair o interesse dos maiores distribuidores de hardware.

Notícia completa @ CRN. Detalhe jocoso no site da CRN: a pub da M$ antes da notícia aparecer... Thx Barba pela dica.

7.4.07

Windows Vista É um Espião de Bosta

As coisas se precipitam no mundo do copyright. Douglas Rushkoff, um dos digeratti + respeitados do universo da revolução eletrônica, escreveu um extenso comentário em seu blog explicando pq o Windows Vista é uma bosta. Ele diz q estava curioso para ver as novidades e que se decepcionou pq nada funciona. Após seis anos de desenvolvimento e promessas o programa se tornou um instrumento estúpido dos amigos corporativos da M$. Não só o Vista desinstalava tudo o q ele instalava como o escroto destruia os codecs ou os substituia pelos seus:

Mas o modo como a Microsoft escolheu para mostrar sua lealdade através do Vista foi por um elaborado grupo de - Digital Rights Management - limitações. Microsoft quer ajudar as corporações a prevenir o uso ilegal de seu conteúdo, como música e vídeos. O mais fácil modo de fazer isso é limitar o uso de formato de arquivos não seguros. E o mais mole modo de fazer isso é não suprir os codecs requeridos para vê-los em um dos tocadores de mídia instalados.

Mas a Microsoft levou este passo mais longe: não apenas eles não vão suprir os codecs necessários, mas - ao menos tão longe quanto foi minha experiência - eles apagam os codecs estrangeiros se o usuário instala-los ele próprio. Durante algumas atualizações, Vista remove aquivos e utilitários suspeitos de serem capazes de permitir assistir aos filmes ilegais.

Se um usuário escolhe parar uma atualização, deverão ter inclusive repercussões. Um relatório indica que a "Genuina Vantagem" da notificação do Windows chama a Microsoft automaticamente, dizendo para a companhia quem abortou a instalação.


Rushkoff diz que o fato dele não estar usando o Vista significa que muitos farão como ele. Leia o texto completo no blog.

29.3.07

Dell anuncia maquinas com Linux pré-instalado

Deu na BBC. Parece que o gato fugiu do saco de vez. A segunda maior fabricante de computadores pessoais vai lançar pc e notebooks com Linux pré instalado. Estamos mesmo no fim da era do copyright. A era da Microsoft. Das 100 mil pessoas que participaram da enquete da Dell no Dell Survey mais de 70% disseram que vão usar o linux. Oh happy day!

Criador Acha DMCA um Fracasso

Demorou mas aconteceu. Bruce Lehman declarou numa conferência em Montreal que o DMCA e a política de propriedade intelectual são um fracasso, culpando a indústria fonográfica por grande parte do fiasco dessa política. O mea culpa de Lehman vazou a conferência através de anônimos e saiu no Slashdot, no Boing Boing e no Infocult. Eu já suspeitava que essa política estava com seus dias contados desde que ouvi Melinda Gates esbravejando contra a propriedade intelectual e a "ganância" (sic) no show da AIDS em agosto de 2006 em Toronto. A moça estava possessa e parecia uma passionária em seu discurso, que foi aplaudido de pé pelo estádio. Se a primeira dama da ganância condena a origem de sua riqueza aos brados é porque os ventos estão a soprar novos tempos; talvez os tempos da WEB 2.0 que se casam perfeitamente com o .NET da MS marital, ou com o Orkut do Google ou o Second Life de Mitch Kapor e o Linder Lab. Para os céticos com o que eu dizia na época bastava lembrar que a Fundação Gates havia premiado a política brasileira de combate a AIDS - que envolveu a quebra de patente e desenvolvimento de similar genérico -, dando uma nota preta de premio para ela, ao mesmo tempo em que criticava duramente a política dos Estados Unidos para o mesmo setor - uma política idêntica à da RIAA para com os direitos autorais. Ao avisar que os 500 milhões de dólares de sua Fundação não beneficiariam pesquisadores que não aceitassem partilhar suas descobertas com os demais, Melinda atacou o direito da propriedade intelectual.