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15.4.16

O Golpe Exprime a Luta da Governamentalidade Legalista Contra a Governabilidade Corrupta: Jean Wyllys explica a ilegalidade do impeachment.

 

A primeira era da comunicação na internet após a invenção do www, apelidado de web, sacramentou a governabilidade como modo de governo. Ao invés de um grupo se fechar em suas convicções, ele estabelecia objetivos e metas e buscava aliados que aceitassem sua condução. O resultado era um palanque cheio de aliados dos mais diferentes matizes. Com o tempo os palanques incharam e os objetivos e metas encurtaram em nome da governabilidade. Para piorar a corrupção inchou. A emergência da propalada web 2.0 fez com que se tornasse possível pensar uma nova política, distribuída pelos locais a partir de uma demanda de franqueza e honestidade vinda do público. E as lutas com ocupações, vazamentos e deboches vieram marcar este novo período que aponta na direção de grandes transformações. O golpe travestido de impeachment marca um surto da governabilidade e de seus principais defeitos amplificados de modo criminoso e torpe. Se este golpe for bem sucedido o Brasil mergulha em um buraco sem fundo onde se pode enfrentar desde uma guerra civil até um violento atraso de outros 20 a 30 anos, passando por ilegalidades, desmandos, violências, matanças e torturas. Lute pela democracia, exija o respeito ao voto e a igualdade perante a lei; princípios hoje feridos pela insana caça ao Lula conduzida por Janot e Moro e a tentativa de deposição da presidenta eleita Dilma Rousseff por uma quadrilha de bandidos corruptos chefiada por Eduardo Cunha, um dos maiores gangsteres que o país já teve, sem que pese sobre ela qualquer crime de responsabilidade.

9.6.09

Serra comanda violência contra professores, alunos e funcionários da USP

Este título acima seria o que eu usaria para escrever uma matéria sobre os incidentes na USP. Minha atenção foi chamada por nota no twitter. Dali eu pulei para um clip da Globo News, outro do Jornal Hoje e um último do Globo.com. Fui para um clip da FSP e uma matéria do Estadão. Finalmente fucei o Youtube.

O farto material disponível na internet me permitiu fazer várias chamadas no twitter e agora escrever minha própria nota neste blog, usando o material o mais das vezes capcioso de grupos de comunicação alinhados com o tucanato. Nela eu posso dizer que a PM paulista, em acesso de truculência, encurralou alunos, professores e funcionários da Universidade de São Paulo no prédio de História com bombas e tiros, forçando-os a se embarricarem para se defender. Apesar do chefete do batalhão alegar que havia tentado "dialogar" mas havia sido recebido com pedras, neste vídeo o que se vê é o batalhão formado que desce atirando e lançando bombas. A reportagem da Globo acusa os alunos da USP de confronto porque revidaram as bombas e os tiros com pedradas. Os alunos reivindicam a saída da PM da universidade e a reabertura de negociação salarial com funcionários em greve por parte da reitora Suely Vilela, interrompida no último dia 25.

Lembrei que o Secretário da Educação de São Paulo é o infame Paulo Renato. Ele escolheu no governo do Dr. Cardoza um idiota como Reitor da UFRJ. Seu estúpido escolhido com mentalidade de interventor por várias vezes botou a polícia na universidade. Agora, pouco tempo depois de sua chegada na Secretaria, vemos estes episódios torpes renascerem.

Mas na atualidade vivemos a penetração da Web 2.0 no cenário da população mais pobre. Nos idos do Dr. Cardoza a internet era artigo de luxo fora de alcance da maioria. Nós ficávamos à mercê do que os poucos e dominantes grupos de comunicação queriam dizer. Hoje ela penetra capilarmente todas as camadas da população. Por isso uma criatura como o tucano Azeredo quer criar o AI5 digital e calar essa conversa livre e aberta que atravessa a blogosfera em ritmo de cultura participativa.

28.5.08

a bolsa do poder da Internet na eleição Americana

Existe um sítio chamado Tech President que esta tornando palpavel o poder dos blogs e das redes sociais com seus mash ups de monitoramento. Vários indicadores, no estilo dos usados nas bolsas de valores, registram a oscilação da popularidade dos candidatos - medida pelo aumento ou diminuição do quanto ele é falado - nos blogs e nas redes sociais eletrônicas. Um show!

27.5.08

ativismo on line sem fronteiras

Deu no Alternet: o vídeo do Avaaz expondo o mito do choque das civilizações já foi visto por um milhão e meio de pessoas e recebeu 37 mil comentários no You Tube. O Avaaz tornou-se o lugar do ativismo on line, ganhando 3,2 milhões de membros de 192 países diferentes em apenas 1 ano. Seu sítio pode ser visto em 13 línguas diferentes.

3.5.07

Guerra do Código Incendeia a Web



Uma seqüência hexadecimal está criando o maior rebuliço na web e no mundo da mídia de massa: 09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0. Por causa dela mundos e fundos estão sendo levantados para impedir, em vão, sua publicidade. Trata-se da chave criptográfica que quebra o sistema AACS (Advanced Access Content System) dos HD-DVD e do Blu-Ray com filmes e jogos com imagem de alta definição. Com eles vc pode ver os mais recentes títulos em qualquer mídia, pois eles são a chave que abre a porta artificialmente trancada.

Quando o hacker canadense Muslix64 criou o patch do Blu-Ray - no final de 2006 - era apenas a quebra do código de um disco. Mas trabalhando com a turma do Doom9 - eu amo esses caras - criou um gerador de chaves que funciona tanto no HD-DVD, quanto no Blu-Ray. E a divulgação da chave se alastra como um virus pela web desde que os blogs se viram compelido pelo AACS a tirar a informação do ar pq estavam divulgando a chave. Como no caso da chave do DVD - a famigerada CSS - a reação da indústria de massa provocou uma insurreição na rede. Desenhos, fotos, camisetas, música e o q mais vc puder imaginar estão sendo utilizados para divulgar essa chave mestra criptográfica que abre qualquer porta. A música feita por Keith Burgon cantando o código com sua guitarra acústica, conhecida como Oh Nine, Eff Nine, já é um hit no YouTube com dezenas de milhares de audições.

As indústrias de massa continuam tão estúpidas quanto antes. Como os imperadores antes de sua decapitação, são incapazes de aprender qualquer coisa. E Lehman, o pai de toda essa excrescência, parece ser a única pessoa sensata quando disse que o DMCA estva morto no Digital Dystopia da McGill.

O fato das empresas empalidecerem, mandando seus gerentes apagar o código à força dos blogs e dos sítios onde são publicados gerou uma outra insurreição. Pois quanto mais se apagava o código, mais ele se multiplicava; como uma espécie ameaçada de extinção. Com sua divulgação aqueles discos Blu-Ray e HD-DVD estão desprotegidos. A criptografia da indústria de massa sempre será falha e porca, porque seus segredos tornaram-se de polichinelo na era da multidão.

Um efeito colateral curioso foi a revolta do Digg. Rede social de notícias, o site ameaçado de processo pela AACS, começou a apagar as publicações do código. Mas no Digg as pessoas publicam, votam e definem o que é importante para ir à página principal. Os usuários se auto-regulam e intervenções externas acabam causando coisas estranhas, facilmente percebidas pela comunidade. Os usuários reagiram ao apagamento sistemático e inventaram uma "bomba" que fazia com que qualquer matéria da primeira página remetesse ao código proibido. Ao final do dia o fundador do sítio, Kevin Rose, reconsiderou a insanidade da exigência e publicou o código no próprio blog da direção do Digg, liberando a publicação dele no sítio, junto com uma declaração de que aquela comunidade havia decidido que preferia ver o Digg cair lutando (contra a lei) do que vêlo dobrando-se frente a uma companhia maior. Ele termina dizendo: Se perdermos, que diabos, pelo menos morremos tentando. O fato é que o processo contra uma rede como o Digg facilmente pode se tornar um tiro que sai pela culatra contra a AACS e demais leis assemelhadas. Sendo um sítio governado e mantido por gente de mídia, uma campanha por fundos para o processo e de mobilização contra as indústrias pode ser o rastilho de uma incontrolável explosão, como lembra o Mashable.

Seja como for, a coisa ficou preta para o CEO Jay Adelson. Ontem apareceu no Digg um artigo criticando-o. O artigo vem do blog Valleywag. Nele o blogueiro Nick Douglas critica o CEO do Digg, acusando-o de mentiroso e comprometido, por causa das entrevistas que esta dando desde que o evento pegou fogo. Nick mostra que o setor de Relações Públicas da empresa esta indicando Adelson para falar em nome da Companhia, mesmo que vc implore por Kevin. A escolha de Adelson para falar, ao invés de Kevin, marca uma decisão dos PR da firma por prudência. E o CEO, de olho nos bilhões que pode perder, tenta minimizar o incidente e apagar as chamas da revolta. Ele deu declarações para o New York Times, o Fortune, o Business Week e a Wired. Mas Adelson foi o escroto que anunciou o apagamento das mensagens com os códigos, para acatar o pedido do AACS, em uma nota onde não só afirmava a decisão de continuar fazendo isso, como parecia concordar com a justiça do pedido. Aí o fundador da empresa, Kevin, publicou ele próprio o código no blog da empresa, obrigando Adelson a recuar. Tudo indica que a PR achou mais prudente botar o Adelson pra falar, tentando evitar o processo. Mas os usuários do Digg querem a cabeça do bundão e escolheram Nick para ser seu porta voz. O Valleywag tem sua própria versão de todo o incidente e ela é bastante cáustica.

Já há quem compare toda essa movimentação com a carta impressa de Lutero pregada na porta da Igreja, que desencadeou a Reforma. Ela marcou a entrada em cena do poder da imprensa na sociedade e o poder da consciência individual na formação da massa. Poder este que gerou a mídia de massa e os formadores de opinião. A guerra do código que quebra a criptografia do HD-DVD e do Blu-Ray marca a afirmação dos que se envolvem com as práticas das mídias digitas como cidadãos digitais, e não mais consumidores.

26.4.07

Governo e Subjetivação

Seminário do CIBERIDEA 2007.1

09/05 17 horas ECO-UFRJ sala 132

Relação consigo e governamentalidade. Os diferentes sentidos e períodos da relação consigo. Salvação, conversão e catarse. A epistrophé platônica. A metánoia cristã. Conversão do olhar e concentração atlética. Saber etopoiético e conhecimento fisiológico. A parrhesía do fisiólogo epicurista. A conversão a si. Metáfora da navegação e técnica da pilotagem como modelo de governamentalidade. Governamentalidade e a relação a si, contra a política e o sujeito de direito. Crítica da cultura. Cultura, gêneros de conhecimento e política. A Internet e as biotécnicas.

Bibliografia

Henrique Antoun

BRUNO, F. 2006. Dispositivos de vigilância no ciberespaço: duplos digitais e identidades simuladas. Revista Fronteira, 8(2):152-159.

FOUCAULT, M. 1981. “Omnes et Singulatim”: Uma crítica da razão política. In: MOTTA, M. (Org.) 2006 Estratégia, poder-saber, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro, Forense, p. 355-385.

FOUCAULT, M. 1983. Estruturalismo e Pós-Estruturalismo. In: MOTTA, M. (Org.) 2005 Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro, Forense, p. 307-334.

FOUCAULT, M. 1984. O que são as luzes? In: MOTTA, M. (Org.) 2005 Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento, Coleção Ditos & Escritos, Rio de Janeiro: Forense, p. 335-366.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 17 de março de 1976. In: Em defesa da sociedade, São Paulo, Martins Fontes, p. 285-315.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 10 de fevereiro de 1982. In: Hermenêutica do sujeito, São Paulo, Martins Fontes, p. 253-300.

FOUCAULT, M. 2005. Aula de 17 de fevereiro de 1982. In: Hermenêutica do sujeito, São Paulo, Martins Fontes, p. 301-350

LIU, H. MAES, P. DAVENPORT, G. 2006. Unraveling the taste fabric of social networks. International Journal on Semantic Web and Information Systems 2(1):42-71.

9.4.07

HP Encara Grande Demanda de Linux

Cada vez + -parece se confirmar o dito de Lehman: o gato fugiu do saco. Eu tendia a pensar q o +or concorrente do Vista seria o próprio XP. Mas as notícias estão dando conta de uma significativa demanda pelo linux, a par a nerdice q se atribui a ele.

Enquanto a Dell aparentemente encontra dificuldades em decidir como reagir à sua própria pesquisa que mostrou que seus usuários desejam micros pré-instalados com Linux, a HP resolveu aproveitar a oportunidade e procurou a imprensa para falar sobre seus projetos em andamento para oferecer vários milhares de PCs com Linux no desktop. O representante da empresa foi intencionalmente vago sobre os detalhes, mas deixou muito claro que os projetos em andamento são reais e que constituem um indicador de que o Linux no desktop pode estar alcançando a massa crítica suficiente para atrair o interesse dos maiores distribuidores de hardware.

Notícia completa @ CRN. Detalhe jocoso no site da CRN: a pub da M$ antes da notícia aparecer... Thx Barba pela dica.

8.4.07

Boyd, Scholz & Zuckerman live @ The New School

Vai ser na sexta 13, das 6 às 8, a apresentação Democratização e a Esfera Pública em Rede; na The New School, Theresa Lang Community and Student Center, 55 West 13th Street, 2ndo andar, NYC. Com certeza é meu dia de azar pois, ao q tudo indica, não poderei assistir. Achei no blog do Weinberger o aviso. Goglei e vieram 37 resultados.

Danah vai discutir 4 pontos: o público em rede está mudando o modo como a vida pública se organiza; nossa compreensão do público e do privado foi completamente mudada; participação na vida pública é fundamental para o funcionamento da democracia; o acesso imediato dos jovens à vida pública foi destruído e agora tenta-se destruir seu acesso mediatizado à essa vida - com tristes consequências para a democracia. Todas essas questões são vitais para mim também. E a paladina da garotada vai detonar!

Scholz vai falar do paradoxo do trabalho afetivo e imaterial que garante o conteúdo dos 10 sítios de maior tráfego, que por sua vez cobram e ganham rios de dindin com isso. O comunismo das redes (apud Malini) alimentando o q pode ser o crepúsculo do capitalismo. Ele vai baixar o cacete nessa naturalização da fábrica social e bradar por proteção pública ao comunal que o público produz.

Zuckerman vem com o ativismo e o jornalismo público da mídia cidadã no mundo em desenvolvimento, criticando o ciberutopianismo e mostrando o modo escroto como as corporações e os governos tentam destruir essas experiências.

Tô matando por uma pasagem de ida e volta. :-)

12.3.07

Exército pela Libertação do Second Life

Solidad Sugarbeet

O paraíso do consumo virtual esta em rebuliço. Apareceu um movimento no SL que reivindica menos consumo e + democracia. O SLLA (Second Life Liberation Army) quer que os avatares decidam por voto universal a entrada de novos usuários e novas empresas no SL. Para os insurgentes a Linden Lab é ditatorial e só pensa em seus lucros para governar o novo mundo.

Quem me chamou a atenção para essa revolta foi a jornalista Juliana da Rocha q tá trabalhando com o Marcelo Nóbrega no JB. É ela quem assina a matéria Terroristas invadem o 'Second Life' na seção Ciência e Tecnologia do JB de domingo. O fato é q vale tudo nas táticas do SLLA: encontros, passeatas e ataques com bombas e armas virtuais. Embora a Lindem não tenha retaliado até o momento, sua reação é uma das incógnitas deste confronto.

Seja como for nada será como antes neste admirável mundo virtual. A avatar Solidad Sugarbeet, uma das ativistas do movimento do SLLA avisa: embora no momento reivindiquem apenas o direito de voto para os avatares e o fim da invasão corporativa no SL; pensam em discutir livre acesso à terra, exploração dos trabalhadores e ativa oposição ao fascismo como futuros objetivos.

3.3.06

Internet: A busca por 15 manés pra liderar

A idéia de uma organização sem líderes vem da experiência da sedição americana, quando os founding fathers dos US barbarizavam os inglêses, fazendo o Bin Laden parecer uma velhinha pacata. A sedição é a revolução dos ricos e bem nascidos - ao invés de insurreição - uma revolta imanente de duração ilimitada onde os revoltosos tornam a vida dos dominantes insuportável. Na sedição os revoltosos se distribuem em pequenos grupos de células e se comunicam anonimamente com os demais grupos através de panfletos e comunicados. Todos são aparentemente pacatos fazendeiros e homens de negócios, mas se preciso fazem atentados, sabotagens e etc. Esse modêlo de revolta gerou a permissão das milícias na constituição dos EUA - e os black panthers surgem na política americana quando Malcom X e outros 9 negros formam uma milícia legalmente constituída.

O Coronel Ulius Louis Amoss reinventou a organização sem líder nos anos 60 como forma de resistência à dominação do Estado e ao perigo de invasão comunista sob a forma de uma resistência sem líder. Nos anos 90 o porta voz do grupo nação ariana Louis Beam, escreveu no número 12 do jornal ilegal The Seditionist o artigo Leaderless Resistance, onde explica o conceito desse tipo de organização e ensina o seu funcionamento. Uni Bomber (Theodore Kazinski) e Timothy Mcveigh são dois exemplos desse tipo de resistência sem líder.

No final dos 90 a batalha de Seattle revelou a emergência de uma forma ainda + radical de resistência sem líder, fundada no uso da comunicação em rede, os dispositivos móveis sem fio e uma nova forma de distribuição em grupo. Starhawk tematiza esse novo tipo de organização em seu livro Webs of Power apontando a Direct Action Network como a responsável pela criação do ativismo atual.

Uma das características da comunicação distribuída em redes interativas é o modo sem líder de organização. Isto pq esse tipo de comunicação permite a proliferação ilimitada de grupos e de lideranças, fazendo com que nela vc esteja sempre procurando liderar algo; em busca dos 15 liderados de sua comunidade virtual e não em busca de seus 15 minutos de fama.

Quem aponta isso é o dublê de escritor e empresário David Weinberger em seu livro Small Pieces Loosely Joined. Por falar nisso, existe um blog do livro com uma parte onde é contada a história da experiência de escrevê-lo.

A Internet é um lugar para a massificação da liderança, nela popularidade é secundária, pois ja foi massificada pela TV. Na Internet vc quer 15 manés pra liderar e não 15 minutos de fama.

1.11.05

negri in rio

...e eu penando aqui em Toronto! Mas o Malini fez um relato no blog dele muito maneiro e eu fiquei aqui na Robarts Library pensando se Toronto não é uma grande roubada... Pruque num fui pra Italia? Sai pra la Berlusconi! Afora isso um drops de Negri pra esquentar essa parada e começar o blog com o pé certo.
A miltância hoje não é distribuir panfleto, colar cartaz, dizer palavras de ordem. Militar é investigar. Fazer pesquisa para entender esses desdobramentos do trabalho. Identificar a capacidade produtiva do trabalho para fazer militância. É um trabalho cultural. Queria dizer algumas outras coisas: a divisão do primeiro e do segundo mundo é cada vez mais volátil. E nas sociedades onde o peso colonial ainda é forte (onde o problema de raça persiste) as políticas de cotas libertam as amarras coloniais. Hoje o que é a precarização no primeiro mundo se aproxima muito do que seja a exclusão no terceiro. Como responder então a precarização e a exclusão? É a mesma resposta que daria para como responder a crise política no governo Lula: qual é o nosso nível de acúmulo de indignação e de insuportabilidade? Isto é importante, agora, não para organizar caminhos de fuga oportunista, mas para acumular ruptura de base. A globalização não tirou a possibilidade de transformar o mundo, mas diluiu sobre toda a face da terra essa possibilidade. Há várias cargas políticas hoje no mundo pronta para explodir. Temos de reconhecê-las para guiá-las. Hoje portanto o grande problema é se inserir no mercado mundial buscando localizar essas questões. Não se trata de auto-flagelamento, mas estar sempre pronto para uma tentativa de renovação.