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15.11.08

Azeredo e os cartórios digitais

Esse projeto é como certo candidato a prefeito: tem + de mil faces. Ele já circulou com três numerações diferentes antes da atual e já se propôs como lei contra tudo que o senso comum gerado pelos jornais identificam como os males da internet: spam, pedofilia, roubo eletrônico, identificação criminal, anti-seqüestro e um sem número de utilidades. Essa lei se pretende um verdadeiro canivete suiço legal, um verdadeiro elixir paregórico de toda situação criminosa voltada para o ciberespaço. Mas enquanto o camaleônico PL mudava sem cessar apenas uma coisa permanecia imutável cravada em seu coração: a necessidade de todo mundo certificar dados com os cartórios eletrônicos que a lei vai gerar; cartórios como os da empresa Skorpus pertencente ao grupo Bradesco - banco de cuja lavra constam outros importantes serviços populares prestados à pátria, como o confisco montado pelo Dantas para o govêrno colorido - que financia as campanhas do senador desde que o primeiro PL foi elaborado. Claro está que qualquer semelhança com corrupção é mera semelhança. Essa lei não foi feita para proteger os bancos, garantindo que eles não precisem resarcir seus clientes roubados em operações eletrônicas que não tenham recebido certificação digital dos cartórios eletrônicos. Tais aleivosias não devem ser alentadas sob pena de severas punições. O senador é um tucano honrado e o banco é uma empresa honrada, restando a desonra para aqueles que se batem contra seus interesses.